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TRANSPLANTE

Mulher doa rim para marido em MS e temia rejeição

03 agosto 2015 - 14h45

Fabiana da Rocha dos Santos, de 42 anos, doou um dos rins para o marido que sofria de insuficiência renal. Segundo o G1 MS, ela disse em entrevista nesta manhã na Santa Casa de Campo Grande que o maior temor era que o órgão não fosse compatível.

O transplante aconteceu no último dia 21 de julho e foi o primeiro em quatro meses, desde que o setor foi reativado, após quase dois anos fechado por determinação do Ministério da Saúde. Na época, a União mandou readequar os espaços e a capacitar profissionais responsáveis por realizar esse tipo de procedimento.

Ao lado do marido, Fabiana disse que sempre quis ajudá-lo, mas tinha medo porque, segundo especialistas, a probabilidade de que o órgão seja compatível é maior quando é doado por parente de sangue, como pai ou filho.

Transplante

Vanildo Pereira dos Santos, de 47 anos, o marido, sofria com problemas nos rins há 10 anos e durante o período relatou que vivia "preso" por conta da hemodiálise.

De acordo com Adriano Augusto Filho, que fez parte da equipe de cinco médicos que participaram da cirurgia, "o procedimento foi um sucesso". "Vanildo fez vários exames, como análise cardiológica, antes que ele recebesse o rim. A cirurgia levou de 3 a 4 horas. Deu tudo certo no final", comemora.

O G1 MS informou ainda que segundo a equipe médica, o paciente recebeu alta seis dias após a cirurgia e está sendo acompanhado, além de tomar medicação para evitar que organismo rejeite o órgão. No entanto, os médicos afirmam que até o momento não há indícios de rejeição. A doadora também está sendo acompanhada com exames de rotina.

"A Bíblia diz que quando nos casamos nos tornamos uma só carne e hoje, mais do que nunca, somos uma só carne", afirmou Fabiana, que é evangélica e está casada com Santos há 26 anos.

Transplantes

A Santa Casa alerta para o baixo número de doadores e a alta demanda de pessoas que precisam receber rins em Mato Grosso do Sul. De acordo com o hospital, existem cerca de mil pessoas que sofrem com problemas renais crônicos no estado e o maior problema é a falta de doadores, sejam vivos ou mortos.

Segundo dados do hospital, que é referência no transplante de órgãos, no primeiro semestre do ano, dos 789 óbitos por parada cardiorespiratória e morte encefálica apenas 66 doaram órgãos. No mesmo período, somente 11 rins foram doados. Transplantes de coração seguem suspensos na Santa Casa sem data de reativação.

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