Menu
Busca sábado, 15 de maio de 2021
(67) 99257-3397

Muitas casas sujas por aqui e muitos limpando as dos outros

25 janeiro 2011 - 17h42

Com nenhum objetivo aqui de fomentar polêmicas quanto ao assunto que vou questionar neste artigo que se trata de uma das maiores tragédias registradas no Estado do Rio de Janeiro, mais precisamente nas turísticas e imperiais cidades de Teresópolis e Petrópolis, além de Nova Friburgo e região, entendo que as vitimas destas catástrofes estão por demais assistidas por ONGs nacionais e internacionais, pelos governos, estadual e Federal, pela força pública também tanto estadual como federal, e também pelas grandes mídias quanto às divulgações e campanhas em favor delas.
Também sabedor que com certeza o número de mortos chegará facilmente a mais de mil pessoas ao término das buscas que estão feitas pelas equipes de resgates, onde estão entre as vitimas, crianças, adolescentes, mulheres e homens, e que milhares delas ficarão sem suas residências, entendo perfeitamente está união de todos os segmentos que visam aliviar as dores para os sobreviventes e dar os sepultamentos dignos para quem sucumbiram nesta catástrofe que foi provocada pela força da natureza que sem dó e piedade, desceu morro abaixo e destruiu casas, carros e tudo que vinha pela sua frente, além é claro de matar estas centenas de pessoas e deixar muitas delas sem onde morar.
Com a tragédia, se abriu com o apoio, volto a repetir, da grande mídia, do governo estadual e federal -leia-se Sérgio Cabral e a recém empossada presidente Dilma Roussef-, ONGs nacionais e internacionais, Defesa Civil e Corpo de Bombeiros, a força pública composta pelo Exército Brasileiro, Marinha e Aeronáutica, grupos de voluntários entre outras pessoas que abraçaram esta causa humanitária, e campanhas e mais campanhas para ajudar as vítimas das três cidades e de lugarejos próximos a elas que foram atingidas pela furiosa natureza.
Com um trabalho incansável todos os acima citados iniciaram desde quando os fatos acontecerão, a luta com o intuito de localizar, identificar e sepultar corpos que foram retirados dos escombros ou que estavam soterrados, socorrer os feridos para os hospitais de campanhas montados pelo Exército Brasileiro nas três regiões atingidas pela tragédia ou para hospitais das próprias cidades e também na Capital, o Rio de Janeiro, enfim, independente da dor dos que sobreviveram ou que perderam seus bens, todos estão bem assistidos, recebendo ajudas como alimentações, medicamentos, alojamentos, roupas entre outros tipos de apoio, no entanto, também entendo que Dourados necessariamente não poderia entrar nesta campanha, pois penso que antes de arrumar a casa dos outros, tínhamos sim de arrumar as nossas, e por aqui embora não tenham sido vítimas da fúria da natureza, temos sim muitas famílias no aguardo de serem assistidas por uma ação comunitária como esta que está sendo desenvolvida em nossa cidade em prol da vitimas da região serrana carioca.
Deixando claro que não tenho nada contra esta força tarefa que está sendo desenvolvida com muito êxito aqui em Dourados em prol das vitimas do Rio de Janeiro, entendo que também sou favorável que seja realizada uma igual ou até maior para atender e socorrer os diversos chefes de diversas e carentes famílias, que temos por aqui, e que estão residindo em locais insalubres, com as suas crianças e esposas, e que com muito custo, a troco de uma cesta básica, bolsa escola entre outros benefícios distribuídos pelos programas dos governos estadual e federal, está sobrevivendo ao desemprego, à baixa renda entre outras dificuldades que eles têm de driblar no seu dia a dia, como os que residem nas vilas Valderez, Anete, Aparecida, fundão do Cachoeirinha e do Jockey Clube, entre outras localidades existentes na periferia da segunda maior cidade de Mato Grosso do Sul.
Seria louvável no meu ponto de vista, que antes de atentarmos para as vítimas de outras regiões do país, voltássemos os olhos para as nossas, já que muitas delas, em sua maioria vivem num estágio de miséria absoluta nas pontas das periferias, claro, onde elas ficam sempre no aguardo de receberem a ajuda divina do Poder Público e de entidades filantrópicas, como os Rotarys, as Maçonarias, Lions, entre outras entidades e clubes de serviços que sempre se colocam à disposição em ajudar estas gentes.
Portanto, volto a frisar que nada contra Dourados de participar desta gigantesca campanha em prol das cidades serranas do Rio de Janeiro, mais sim também favorável que uma dessas seja realizada em prol de nossa gente, que também estão carentes e desprovidas de água potável, remédios, alimentos, roupas e agasalhos, calçados, cobertores, entre outros benefícios, enfim, penso que assim como lá no alto do morro das três cidades do interior do Estado do Rio de Janeiro as pessoas estão sendo devidamente assistidas pelos solidários governantes e principalmente pelo povo brasileiro através destas campanhas nacionais, temos aqui pertinho de nós muitas pessoas que residem nas baixadas douradenses, merecendo a mesma atenção humanitária que fazem por merecer e a nossa Defesa Civil, as igrejas, templos, os poderes públicos constituídos, como os nossos agentes políticos, tais como os vereadores, deputados Estaduais como os Federais, e muitos outros ligados a sociedade organizada, sabem disso, vai daí que, volto a repetir, não adianta nada limparmos a casa dos outros lá na região serrana, se as nossas aqui nas baixadas das periferias, estão sujas e no aguardo de receberem o mesmo tratamento, o mesmo apoio, principalmente humanitário, e quem duvidar disso, que dê uma voltinha por algumas destas comunidades e vai ver que, claro, guardado dentro das proporções, o trem por lá, é mais preto que terreiro de macumba, se é...!.
Portanto, nada contra que os douradenses façam parte desta campanha pról Petrópolis, Teresópolis, Nova Friburgo e nas outras áreas atingidas pela catástrofe que por lá passou e que manchou de sangue e dor nossos irmãos de lá, mais sem egoísmo algum, sou também favorável que se faça algo pelos nossos carentes daqui, que não são poucos os que vivem em miserabilidade absoluta na frente de nossos olhos, sem que ninguém inicie uma ampla campanha como a que está sendo feita em pról dos moradores da região serrana, para dar um basta ou minimizar a triste e infinita situação destas famílias que por aqui vivem e que sofrem pelo castigo do dia a dia da fome pela falta de um pão e de um copo de leite ou de um prato de comida nas suas mesas, principalmente, as crianças e as mulheres...! Depois dessa, parei e fui, mais volto...!.

* Waldemar Gonçalves, o Russo, é jornalista e membro do SINJORGRAN (Sindicato dos Jornalistas da Grande Dourados)

Deixe seu Comentário

Leia Também

CAPITAL
Homem morre após bater motocicleta na traseira de caminhonete
Dourados vai receber recursos para ampliação de esgotamento sanitário
SAÚDE
Dourados vai receber recursos para ampliação de esgotamento sanitário
BATAGUASSU
Ex-marido descarrega revólver contra mulher que fica em estado grave
EDUCAÇÃO
Professores desenvolvem projeto que busca integrar Escola e Universidade
Jovem de 21 anos é autuada por incêndio em vegetação e resíduos
Jovem de 21 anos é autuada por incêndio em vegetação e resíduos
SAÚDE
Anvisa autoriza produto à base de cannabis em projeto com a Fiocruz
POLÍCIA
Suspeito de assassinar artista plástica em Campo Grande é morto pela polícia
Governo libera R$ 2,61 bilhões para as universidades federais
AQUIDAUANA
Quadrilha especializada em abigeato é presa enquanto dividia carcaça de vaca
REGIÃO
Barbosinha ressalta trabalho de Tereza Cristina ao prestigiar entrega de títulos

Mais Lidas

CORONAVÍRUS
Murilo Zauith passa por reabilitação e segue internado em SP
TRÁFICO DE DROGAS
Chefe do 'Comando Vermelho' e foragido há seis meses é preso em Dourados
DOURADOS
Criança encontrada morta apresentou problemas estomacais uma semana antes
CACHOEIRINHA
Polícia fecha ponto de distribuição de drogas e prende abastecedor