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Mudando a vida profissional, por Ana Maria de Campos

02 março 2011 - 18h04

Então ela entrou eufórica em minha sala de atendimento, me mostrando umas folhas que, segundo ela, traduziam exatamente o que sentia naquele momento. O titulo da matéria encontrada num blog era: “Why I hate my job” (Porque odeio meu trabalho).

“Não é possível prosseguir por mais 10 anos de minha vida acordando, me arrumando toda bonita, cheirosa e estacionando na porta daquele manicômio!”, disse. “Eu quero uma mudança radical. Quero reprogramar; ter um objetivo válido para meu momento atual. Será que não posso ser feliz?”.

Claro que é possível ser feliz e exercer uma atividade mais compatível com seu estilo e necessidades pessoais. Mas a maioria das pessoas não sabe como.
Criar metas profissionais para um início de ano ou em qualquer época da vida permite que realmente surjam raios de esperança quando tudo parece perdido. Não basta só reclamar ou se identificar com insatisfações semelhantes às suas. É importante saber o que se quer, levando em conta seus valores e o que é muito importante pra você. Não o que é “bom” pra todo mundo.

Você deve se perguntar o que gosta e acredita ser viável para sua vida profissional ou as coisas que valoriza em sua vida pessoal. Isso valida necessidades e critérios pessoais.

Explore intensamente. Imagine-se no futuro, possuindo, fazendo e sendo aquilo que em algum momento já sonhou. Cuide para não deixar de lado dados de realidade: abandonar o mundo corporativo para se tornar um artista plástico sem nunca ter experimentado essa atividade pode ser um ato impensado. Afinal, se você faz parte da maioria que precisa do salário para se manter, talvez valha a pena investir por um tempo em adquirir conhecimentos e habilidades antes de deixar a atual atividade.

Faça uma avaliação dos prós e contras da seguinte forma: o que poderia ser melhor e o que poderia ser pior se eu não fizer a mudança? O que poderia ser melhor ou pior se eu fizer a mudança que pretendo?

A personagem que citei no inicio se dispôs a iniciar um processo de desenvolvimento de competências para trabalhar no mercado financeiro, que era sua experiência maior e campo de atuação. Porém, queria trabalhar em uma empresa com outra cultura e em outra área que lhe permitisse mais relacionamento com as pessoas, uma vez que identificou a necessidade de interações e ligações amistosas como uma característica de personalidade. Conhecer seus valores e critérios permite criar objetivos consistentes.

Ensaios mentais enriquecem o sonho e liberam amarras internas que possam te impedir de atingi-los. Muitas vezes ficamos fixados nos “impossíveis” que criamos e nos tornamos um crítico impiedoso e limitador. O caminho para mudança pode ser menos árduo quando embasado e compatível com sua formação acadêmica, atividade atual e conhecimentos. O que não significa que virar a mesa e ir em direção a algo idealizado e completamente novo seja inviável. Daí pode vir uma energia nunca antes experimentada e portanto realizadora.

É necessário buscar o que se quer, encontrar pessoas e frequentar ambientes ligados aquelas atividades que você imagina serem ideais. Dar o primeiro passo muitas vezes é pedir indicações para encontrar alguém que possa esclarecer dúvidas.

A ação e a proatividade são elementos que inibem o medo, o receio de se mover e de dizer basta. As pessoas se acomodam na sua zona de conforto e vivem um desconforto contínuo. É incongruente mas o sistema faz aprendizados. Reaprender dá um pouco de trabalho, e daí evitamos mudanças. Tomar atitudes que sabemos serem mais proveitosas a longo prazo - e não só observando o imediato - leva à realização.

Conhecer a si mesmo também ajuda: valide suas capacidades inatas, as habilidades aprendidas e lembre-se das características pessoais que o diferenciam dos outros nos ambientes por onde transita. Esta pode ser a mola propulsora para ganhar mais confiança e energia.

Sonhar é o primeiro passo para toda e qualquer ação na vida. É viável lembrar que se é ou foi possível para alguém, também é possível para você.

Ana Maria Ferraz de Campos é instrutora da SBPNL – Sociedade Brasileira de Programação Neurolinguística

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