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MST diz que governo pode não atingir metas da reforma agrária

18 novembro 2004 - 15h59

 O coordenador nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), João Paulo Rodrigues, disse estar preocupado com a possibilidade de o governo federal não conseguir cumprir a meta de assentar 115 mil famílias até o final do ano. "Nós estamos com muita preocupação porque está quase no final do ano e o governo já nos tem sinalizado que não vai cumprir as metas de assentamento", afirmou Rodrigues, durante entrevista coletiva para a apresentação da Conferência Nacional Terra e Água, que será realizada entre os dias 22 e 25, em Brasília. Segundo Rodrigues, os sem terra vão continuar as mobilizações em defesa da reforma agrária, como ocupações de terras, caminhadas e vigílias em frente a prédios públicos, "até que o governo federal sinalize que vai cumprir a meta". De acordo com o Ministério do Desenvolvimento Agrário, até o final de outubro o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) assentou 66 mil famílias. Outras 26,7 mil estão com o processo de assentamento encaminhado. De acordo com o coordenador, das famílias assentadas até agora, 10 mil são ligadas ao MST. Pelas contas de Rodrigues, mais de 120 mil famílias do movimento estão na fila para serem assentadas. "Apesar da boa vontade do presidente Lula, a área econômica tem dificultado para que nós possamos avançar e fazer um programa massivo de reforma agrária", criticou. Ele afirmou que caso a meta deste ano não seja atingida, 2005 será marcado "por grandes lutas", inclusive de outras organizações. "Podemos dizer que o ano que vem será não um ano vermelho, mas um ano colorido, porque as outras organizações, que têm as bandeiras brancas, vermelhas, verdes, azuis, possivelmente todos irão para a rua para cobrar do governo os compromisso assumidos". Durante a entrevista coletiva, o presidente da Comissão Pastoral da Terra (CPT), Dom Tomás Balduíno, também cobrou maior agilidade do governo na condução da reforma agrária. "Não digo que não deu nenhum passo, deu. Mas foi insuficiente para a proposta feita pelo próprio governo Lula, que não está cumprindo as próprias metas", avaliou. João Paulo Rodrigues criticou as decisões da equipe econômica no que se refere à implementação do Plano Nacional de Reforma Agrária. O coordenador do MST destacou o caminho para a geração de empregos no país não está "na política de exportação com prioridade para o agronegócio", mas nos investimentos em reforma agrária. "O agronegócio até pode avançar na exportação e trazer uma grande quantidade de dólares para o país, mas não resolve o problema da inclusão social e do emprego. O que resolve é a questão da reforma agrária". Dom Tomás Balduíno também disse que esperava resultados mais concretos do governo na área social. "Há uma certa decepção, o pessoal esperava outra coisa, esperava uma outra linha, um outro projeto". Na avaliação do presidente da CPT, "essa decepção" poderia influenciar uma possível reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "Naturalmente que pesa. Já não pesou agora? Essas eleições são uma manifestação daquilo que está caminhando e do que não está caminhando, até do próprio comportamento do PT", afirmou

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