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MST ameaça retomar onda de invasões em Mato Grosso do Sul

29 outubro 2003 - 14h12

A direção regional do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-terra) em Mato Grosso do Sul ameaça retomar as invasões de terra no Estado, seguindo orientações do comando nacional, como protesto pela demora na implementação de uma política de reforma agrária por parte do governo de Luís Inácio Lula da Silva. Pelo comando nacional dos sem-terra, as ocupações estariam programadas para começar em dezembro, mês que deve ser marcado por tomadas de fazendas, sedes de instituições públicas e bancos.“Realmente existe uma orientação nacional para que retomemos as atividades do MST, sejam com invasões, marchas ou trancamento de rodovias. Nós do Estado, como parte integrantes do movimento, vamos acatar a determinação”, explicou um dos coordenadores estaduais do MST, Márcio Bissoli, que não soube precisar quando a reorganização do movimento começaria, mas garantiu que no interior do Estado já se iniciou um trabalho de conscientização das equipes para a mobilização. “Temos dito que nossa luta é independente dos interesses do governo”, adianta. Segundo Bissoli, a situação no campo hoje é tensa, embora apenas uma invasão, em fazenda do reverendo Moon, ainda esteja ocupada no Estado. “A situação é de falsa calmaria. Esta semana estivemos no Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) e não há nem um indicativo de possíveis assentamentos, ou seja, não é possível que aceitemos isso passivamente”, desabafa o líder dos sem-terra.Na filaHoje no Estado são 17 mil famílias acampadas nas estradas a espera da distribuição de terras, sendo que no ano passado 49 famílias foram assentadas. Este ano nem um novo registro de assentamento foi efetivado e, pelos cálculos do MST, o governo Lula assentou nos dez primeiros meses da administração petista somente três mil famílias, ou seja, 5% do que prometeu ao movimento ao longo de um ano. De acordo Bissoli, até o momento os números do governo Lula são piores do que os da época do presidente Fernando Henrique Cardoso e até de Getúlio Vargas, que durante seu primeiro mandato iniciou uma política de colonização no País. “Antes de se eleger o Lula dizia que ia resolver o problema da Reforma Agrária com uma canetada, depois argumentou que não tinha uma política específica para o assunto. Agora já têm o projeto, já tem o governo, mas não fez nada”, compara.De acordo com o sem-terra as invasões, embora sejam desgastantes, ajudam a resolver as questões. “Quando nós invadimos a fazenda em Rio Brilhante teve imprensa e o governo resolveu intervir, houve movimentação e as coisas começam a andar. Se ficamos parados nada acontece”, defende. Pelo balanço do movimento, este ano em Mato Grosso do Sul foram registradas apenas quatro invasões de terras

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