O estado de Mato Grosso do Sul vai receber cerca de R$ 11 milhões para investir no projeto de Ciência e Tecnologia que tem como tema “Bioeconomia: novo paradigma de desenvolvimento para Mato Grosso do Sul”, aprovado pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).
Desse total, R$ 7.356.214,47 são provenientes do governo federal, através da Finep e R$ 3.678.107,23 é a contrapartida do governo estadual. O governador André Puccinelli aprovou a contrapartida em reunião com o secretário de Meio Ambiente, das Cidades, do Planejamento, da Ciência e Tecnologia (Semac), Carlos Alberto Negreiros Said Menezes, o superintendente de Ciência e Tecnologia (Sucitec), José Sabino, o diretor-presidente da Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia (Fundect), Fábio Edir dos Santos Costa, e o reitor da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), Gilberto José de Arruda. O recurso deve ser investido em 36 meses, período de execução do projeto.
A Finep abriu um edital em 2007 que selecionou propostas para apoio financeiro a projetos estruturantes dos Sistemas Estaduais de Ciência, Tecnologia e Inovação. Todos os Estados do País apresentaram projetos à Finep, mas apenas 17 foram aprovados. A Fundect foi a propositora do projeto e a coordenação cabe à Sucitec e à UEMS.
Segundo o superintendente da Sucitec, José Sabino, o tema bioeconomia foi estabelecido como área prioritária para o desenvolvimento do Estado durante o Seminário Estadual de Ciência e Tecnologia, em outubro de 2007. “Fizemos uma interlocução com a comunidade acadêmica para criar uma política de Estado dentro da real capacidade de inteligência sul-mato-grossense”, explica.
Os executores do projeto são a UEMS, Sucitec, UFMS, Embrapa Agropecuária Oeste e IPTEC/Uniderp, que vão trabalhar em duas subdivisões da bioeconomia: biodiversidade e biocombustíveis. A bioeconomia foca a economia em produtos e processos baseados em bioativos, vislumbrando um novo modelo de desenvolvimento chamado bioeconômico, que concilia interesses públicos, privados e é solidário com o interesse geral. “Um exemplo é a recente descoberta - no cerrado - de uma espécie de perereca que pode ajudar no combate ao Mal de Chagas. A biodiversidade pode contribuir para o avanço da medicina”, conclui José Sabino.
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