A SES (Secretaria de Estado de Saúde) confirmou nesta quarta-feira (22) o primeiro caso do ano de febre chikungunya em Mato Grosso do Sul. Segundo boletim do órgão, o infectado é um morador de Corumbá, cidade que está na fronteira do Brasil com a Bolívia.
No documento, o órgão ainda faz um alerta. “Já se tem evidenciado a circulação do vírus da febre chikungunya na Bolívia. Por esta fazer fronteira com o nosso Estado, mais especificamente com o município em questão, segue alerta para novos possíveis casos suspeitos”, descreve.
Mais um caso confirmado da doença consta no boletim como registrado este ano em Campo Grande. No entanto, a própria nota esclarece que se trata de uma pessoa residente na capital com deslocamento e contaminação na Colômbia em novembro de 2014, quando apresentou os sintomas. No entanto, o exame comprobatório só ficou pronto este ano.
Ao todo, Mato Grosso do Sul já registra 82 casos notificados da doença em 2015. Destes, 55 são em Campo Grande, cinco em Corumbá, quatro em Paranhos, quatro em Aparecida do Taboado e três em Maracaju. Outros 11 municípios, incluindo Dourados, apresentaram uma notificação cada. Desse montante, 75 - incluindo o caso local - foram descartados e cinco aguardam resultado do exame laboratorial que comprova a infecção pela doença.
A febre chikungunya é transmitida pelo mosquito Aedes aegypt, o mesmo da dengue e é possível, inclusive, pegar as duas doenças de uma só vez. No entanto, a chikungunya é considerada um pouco mais agressiva com “dores terríveis” que podem durar por meses ou até anos e recuperação mais longa.
Segundo a SES, os sintomas começam “com febre de início súbito maior que 38,5 ºC e dor intensa nas articulações, acompanhada ou não de edemas (inchaço), não explicados por outras condições”. Também é suspeito se a pessoa visitou áreas em que estejam ocorrendo casos suspeitos até duas semanas antes do início dos sintomas.
Para prevenir a doença é preciso adotar práticas simples e diárias que evitem a proliferação do mosquito transmissor. Entre estas, não deixar água acumulada em pneus, baldes, garrafas, entre outros.
Mato Grosso do Sul já registrou este ano 28.528 casos de dengue, sendo 1.720 em Dourados. O município está com índice considerado alto para a doença.
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