Representantes educacionais do Reino Unido, Índia e África do Sul estão
em Campo Grande
para participar do 2° Simpósio Internacional e Fórum Público sobre Educação, Eqüidade e Justiça Social, aberto ontem (23) à noite, no Centro de Convenções Rubens Gil de Camillo. Representando o Estado, a secretária de Educação, Nilene Badeca da Costa, participou dos trabalhos - ressaltando a importância do evento. “A escolha de Mato Grosso do Sul para sediar este encontro só vem acrescentar para que possamos fazer essa troca de experiências entre os Países”, destacou.
O evento está sendo realizado pela Universidade para o Desenvolvimento do Estado e da Região do Pantanal (Uniderp/Anhanguera), Ministério da Educação (MEC), Instituto de Educação da Universidade de Londres (IOE) e Conselho Britânico.
Nilene Badeca lembrou que a participação de 190 acadêmicos e pesquisadores dos quatro países é de suma importância, principalmente em um dos tópicos abordados, que é o uso das tecnologias em sala de aula. “Neste quesito temos muito a contribuir pois -
em Mato Grosso
do Sul - cem por cento dos alunos da Rede Pública de Ensino têm contato com informática”, ressaltou a secretária.
Chanceler da Uniderp/Anhanguera, o professor e mestre Pedro Chaves dos Santos Filho frisou que a educação tem a finalidade de buscar soluções e minimizar os problemas sociais. Segundo ele, o simpósio tem o objetivo de debater a inclusão social. “O Brasil tem a oferecer para os demais países, programas de referência, como o Programa Universidade para Todos (Prouni), que beneficia 400 mil universitários e democratizou o acesso ao ensino superior”, argumentou.
Já o secretário de Educação Superior do MEC, Ronaldo Mota, que abriu o evento, afirmou que o Plano Nacional de Desenvolvimento Educacional (PDE) tem o mérito de unir esforços de todas as esferas - União, estados e municípios - para solucionar os problemas do ensino público no País. Ele destacou que a meta do programa é dobrar os investimentos em educação, chegando a 6% do Produto Interno Bruto (PIB).
Outra meta do governo federal é ampliar a informatização da rede pública. Atualmente, todas as escolas de nível médio possuem laboratório de informática e acesso à internet. "Nossa meta é ter o mesmo nível do Reino Unido", antecipou.
Segundo a diretora-geral do Departament For Children, Schools and Families do Ministério da Educação Britânico, Lesley Longstone, 74% dos professores do Reino Unido poupam tempo usando as tecnologias da informação. Ela explicou que o governo está alterando a grade curricular para desenvolver melhor o ensino das tecnologias da informação.
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