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EDITORIAL

MS em estado de emergência

01 fevereiro 2016 - 07h23

O início do ano é bem atípico para os sul-mato-grossenses. As constantes chuvas que deixaram cidades ilhadas e destruídas e a forte presença do Aedes aegypti, mosquito causador de doenças como a dengue, zika-vírus e a febre Chikungunya, fizeram do Estado um caos e o colocou em estado de emergência.

O número das cidades afetadas pelo aguaceiro constante desde o final do ano passado já soma metade de todos os municípios do Mato Grosso do Sul e o fato pode piorar nos próximos dias. São pontes destruídas, estradas danificadas e esfarelando, casas alagadas e centenas de famílias desabrigadas.

Os rios cheios também levaram prejuízo a agricultura, principalmente em áreas próximas a regiões de plantações, além é claro do atraso na colheita da soja e consequentemente a possibilidade do mesmo acontecer com o milho safrinha, deixando a economia local em situação de atenção, já que boa parte das cidades dependem da agricultura para fomentar seus negócios.

Já em relação ao temido mosquito, a quantidade também impressiona e em apenas três semanas de 2016, as suspeitas de casos de dengue já quase alcançaram todas as notificações de 2014, por exemplo, e ao longo do ano deve também passar os dados de 2015 que somam pouco mais de 45 mil notificações.

Ações de combate ao Aedes se tornou motivo de preocupação não só das administrações, como do Ministério Público, através de recomendações de força-tarefa a gestores e da sociedade geral civilizada. Os casos têm aumentado e já são, segundo dados da Secretaria de Estado de Saúde, duas mortes em decorrência da dengue apenas em janeiro. No ano passado, 17 pessoas foram a óbito e outros dois estão sob investigação.

Diante desses fatos, a União, Estado e os municípios sul-mato-grossenses ainda contabilizam os prejuízos que terão pela frente. Investimentos que poderiam ser feitos na saúde e educação, deverão ser gastos agora com ações de combate ao Aedes e reestruturação de cidades.

Infelizmente o início de ano mostra ao sul-mato-grossense as dificuldades causadas tanto por fenômenos naturais, quanto pela falta de asseio de boa parte da população e isso tem se refletido constantemente. Basta observarmos a quantidade de lixo deixado em locais inapropriados e que de uma forma ou outra, reflete em nossas vidas ao entupir bueiros e servir de criadouro para o mosquito da dengue.

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