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MS é alvo de operação da PF contra evasão e lavagem

30 junho 2005 - 10h48

O Mato Grosso do Sul está entre os sete estados brasileiros alvos da Operação Monte Éden da Polícia Federal. A operação, que foi desencadeada na manhã de hoje, tem o apoio da Receita Federal, do Ministério Público Federal e a cooperação de autoridades do governo uruguaio. Coordenados pela PF de São Paulo, os policiais estão com a missão de cumprir cerca de 30 mandados de prisão e 80 de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal. Os alvos são pessoas e escritórios de advocacia ligados a um esquema de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e sonegação fiscal. Segundo a assessoria da PF de São Paulo, além de Mato Grosso do Sul, as ações acontecem nos estados de São Paulo, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Ceará, Pernambuco e Paraná. A assessoria não tem números discriminados por Estado, mas informou que no total, além de mais de 50 servidores da Receita Federal, 500 policiais federais cumprem buscas e prisões.Para acompanhar as diligências nos escritórios de advocacia, foram convocados representantes da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil. De acordo com a PF, o esquema de fraudes da organização criminosa faz uso de sociedades anônimas off-shore, com sede no Uruguai, em nome de “laranjas”, para ocultar e dissimular valores e bens dos “clientes” beneficiários. Entre os investigados estão membros de escritórios de advocacia, “laranjas” e grandes empresários. Esquema - Utilizando-se das empresas estrangeiras, os criminosos constituem sociedades limitadas no Brasil. Estas, por sua vez, adquirem o patrimônio dos clientes, transferindo a propriedade dos bens. Inicialmente, eram celebrados contratos de prestação de serviços, com valores superiores a R$ 100.000,00, entre a quadrilha, formada por advogados e contadores, e os “clientes”, por meio do qual as empresas nacionais e estrangeiras eram utilizadas para “blindar” o patrimônio do “clientes”. A PF de São Paulo informou que os prejuízos causados à União são, até o momento, incalculáveis, considerando-se os inúmeros modelos de “blindagem patrimonial” oferecidos pelo escritório de advocacia para os vários clientes identificados.Entre as empresas “clientes” do esquema criminoso estão indústrias de grande e médio porte da área têxtil, de combustíveis, plásticos, avícolas, construção civil e informática. No total são mais de 40 pessoas jurídicas envolvidas com a fraude.

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