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MS corre risco de sofrer epidemia da dengue tipo 1

06 fevereiro 2010 - 10h29


O Ministério da Saúde alerta para a possibilidade de o vírus tipo 1 da dengue tornar-se predominante neste ano no País, o que poderá causar epidemias da doença principalmente entre menores de 15 anos. Segundo a pasta, os Estados de São Paulo, Rio, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Roraima, Tocantins e Piauí são os mais vulneráveis por já enfrentarem a predominância do vírus.
"É fundamental que as ações preventivas contra a doença sejam reforçadas", disse ontem o coordenador do Programa Nacional de Controle da Dengue, Giovanini Evelin Coelho. Como não há vacina contra a dengue, a principal ação preventiva é evitar o acúmulo de água limpa, a preferida do Aedes aegypti.

Em nota técnica sobre a situação epidemiológica de 2009 divulgada nesta semana, o ministério informou que, no ano passado, o vírus 1 já estava presente em 50% dos isolamento virais - análise feita a partir de amostra do doente - no País. Segundo a pasta, ele poderá substituir o sorotipo 2, predominante desde 2007, e gerar um volume ainda maior de internações hospitalares. Um vírus é considerado predominante quando registrado em 70% dos isolamentos.

Há quatro tipos de vírus da dengue, e o ministério reconhece que apenas os tipos 1, 2 e 3 já foram registrados no País. Toda as vezes em que um sorotipo "ocupa" o lugar de outro, podem ocorrer epidemias por causa do grande número de pessoas que nunca tiveram contato com ele, como as crianças.

A partir de 2007, por exemplo, a entrada do vírus 2 no lugar do 3 causou, no ano seguinte, uma das piores epidemias já registradas no País.

"O monitoramento dos sorotipos circulantes ao longo de 2009 aponta para uma nova mudança do sorotipo predominante (...). A recirculação do Denv-1 (vírus tipo 1 da dengue) alerta para possibilidade de grande circulação do vírus em cada um desses Estados e também nos demais, a partir do momento em que o sorotipo for identificado, em virtude de a população (...) não estar em contato com o mesmo desde o início da década (passada, última vez em que o vírus circulou)", diz o texto.

"A situação de vulnerabilidade ainda é muito grande nas cidades brasileiras, as condições climáticas favorecem e há ainda todos os problemas na coleta do lixo", afirmou Coelho, ao ser questionado sobre o risco de epidemia. "A vulnerabilidade existe e, por isso, estamos fazendo todo um esforço desde julho do ano passado", continuou.

O balanço de 2009 aponta 529.237 casos suspeitos no ano. Apesar da redução de 63% dos casos graves, o Centro-Oeste foi o único local que registrou aumento do número casos em relação ao ano de 2008 - 92%. No Sudeste, que teve queda de 60% dos casos, apenas Espírito Santo, Minas e São Paulo tiveram aumento. Um total de 7.960 casos foram registrados em São Paulo, com sete mortes.

Entre novembro e dezembro de 2009 houve aumento do número de registros em relação a 2008. O balanço nacional de janeiro ainda não está pronto, mas de acordo com Coelho, as primeiras informações são de que as grandes cidades, como São Paulo e Rio, estão com uma transmissão baixa. Mato Grosso e a cidade Ribeirão Preto (interior de SP), porém, já têm registrado um aumento expressivo do número de casos.

A DOENÇA

Transmissão: A dengue é transmitida pela picada do mosquito Aedes aegypti. Ele mede menos de um centímetro e tem coloração preta e listras brancas no corpo e nas pernas.

Sintomas: Na dengue clássica, febre alta e súbita, dores de cabeça, atrás dos olhos, nos ossos e articulações, falta de apetite, manchas na pele, náuseas, tonturas, muito cansaço. Na dengue hemorrágica, os sintomas são os mesmos, mas o quadro inclui dores abdominais, vômitos, pele fria, sangramento pelas mucosas, confusão mental, sede excessiva, pulso fraco, dificuldade respiratória e perda de consciência.

Tratamento: É preciso buscar orientação médica e permanecer em repouso, beber muito líquido (inclusive soro caseiro) e só usar medicamentos prescritos pelo médico para aliviar as dores e a febre. Quem já contraiu a forma clássica deve procurar atendimento médico em caso de reaparecimento dos sintomas agravados.

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