O MPE (Ministério Público Estadual) designou sete promotores para cuidar de apuração da Lama Asfáltica, iniciada pelo MPF (Ministério Público Federal), CGU (Controladoria Geral da União), Polícia e Receita Federal. O MPE também investigará os contratos, mas referente a verba estadual, que não está sendo investigado pela CGU e Polícia Federal.
O Midiamax divulgou que conforme publicação no Diário do MPE, o grupo será coordenado por Thalys Franklyn, que ficará apenas com este trabalho, assim como Tiago Di Giulio. Os dois terão auxílio de Cristiane Mourão e Fábio Ianni, que ajudaram nos trabalhos, mas sem dedicação exclusiva.
Além do quarteto, publicado no Diário do MPE, também participarão da investigação os promotores Henrique Franco Cândia, Alexandre Capiberibe Saldanha e Gevair Ferreira Lima Júnior.
Ainda segundo o Midiamax, os promotores fizeram a primeira reunião com o MPF na sexta-feira (31), para compartilhar informações. Na ocasião, o procurador-geral do MPE, Humberto Brites, prometeu novidades em breve.
A entrada do MPE na investigação foi criticada pelo deputado federal Zeca do PT, que não gostou da demora dos promotores. Ele alega que fez várias denúncias ao MPE, que só se prontificou a investigar após operação do MPF.
Lama Asfáltica
A Operação Lama Asfáltica foi desencadeada no dia 9 de julho, quando MPF, CGU, PF e Receita Federal cumpriram 19 mandados de busca e apreensão de documentos nas casas de João Amorim, Elza Cristina dos Santos, Edson Giroto e sede das empresas que compõem o conglomerado de Amorim.
O MPF investiga, há dois anos, a influência do empresário nas decisões políticas e econômicas do Estado. Apenas durante o segundo mandato de André Puccinelli, a Proteco Construções Ltda. ficou com mais de R$ 230 milhões dos contratos do governo do Estado.
A Operação visa levantar documentação que comprove a participação de empresários, políticos e servidores no esquema de desvio de verbas federais, que somam R$ 11 milhões. A polícia também investiga lavagem de dinheiro no exterior pelos empresários e políticos do Estado.
Dentro de 30 dias, todos os envolvidos devem ser ouvidos pela Polícia Federal, que prepara o interrogatório com base nos documentos apreendidos.
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