O Ministério Público de Mato Grosso do Sul começou a investigar esta semana um suposto uso da gráfica do Estado para a elaboração de jornais, panfletos e informativos de divulgação do PT (Partido dos Trabalhadores).
A denúncia partiu de 21 donos de gráficas que entregaram à promotoria cópias de alguns produtos que teriam sido rodados no órgão estadual. Não há, por enquanto, documentos que comprovem a irregularidade.
Ex-funcionários da Agiosul (Agência da Imprensa Oficial de Mato Grosso do Sul) também confirmam a denúncia, de acordo com o Sindgraf (Sindicato de Empresas Gráficas). Os funcionários demitidos afirmam que o material era elaborado durante a noite, fora do turno normal de trabalho.
O secretário de Governo do Estado, Ben-Hur Ferreira, disse que as denúncias "não se confirmam", mas informou que o Governo está abrindo uma sindicância para apurar o caso.
Segundo ele, as denúncias são de funcionários descontentes com a demissão após reforma administrativa realizada no final do ano passado.
A promotora Mara Cristina Bortolino anunciou que vai abrir inquérito para investigar o suposto uso irregular de dinheiro público por parte do governo estadual. Ela pretende divulgar amanhã os rumos da investigação.
Entre o material que teria sido impresso na Agiosul estariam 1 milhão de exemplares de um jornal chamado "Plebiscito", 3.000 cartazes de um congresso de trabalhadores na saúde pública e 20 mil panfletos informativos do diretório do PT em Coxim.
Há dois meses, a Agência Folha apurou e divulgou que o site de notícias do governo de Mato Grosso do Sul é usado irregularmente para divulgar ações de prefeituras petistas no Estado e para dar publicidade a declarações políticas de líderes do partido. Nesse caso não houve investigação.
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