Em seis anos, o programa Brasil Alfabetizado Mova-MS Alfabetizado atendeu mais de 134 mil jovens e adultos acima de 15 anos, em todos os municípios de Mato Grosso do Sul. Apenas a etapa em curso, iniciada na segunda quinzena de agosto, efetuou 32.954 cadastros de interessados em freqüentar as aulas do Mova, tendo sido distribuídos em 1.970 turmas e orientados por 1.486 alfabetizadores e alfabetizadoras.
Em Campo Grande, a Secretaria de Estado de Educação (SED) mobilizou 350 educadores/as para ensinar os códigos da escrita e da leitura a 8.526 alunos, em 420 turmas. Os índices superam, mais uma vez, a meta de alfabetização definida pelo Ministério da Educação, que era de 25 mil pessoas. "Desde 2001, o Mova vem cumprindo importante papel no resgate da cidadania e da auto-estima dessas pessoas que, por diversas razões, não tiveram a chance de estudar na idade regular", destaca o secretário de Estado de Educação, Hélio de Lima, acrescentando que a SED tem intensificado a mobilização para incentivar as alunas e os alunos do Mova a continuar os estudos na Educação de Jovens e Adultos (EJA). O investimento para a etapa 2006/2007 ficou estipulado em R$ 3,8 milhões.
Como forma de manter os alfabetizandos no programa, a SED lançou este ano o projeto Amigos do Mova, grupo integrado por voluntários das mais variadas áreas de atuação profissional dispostos a participar das aulas com inserções de dicas e oficinas de formação. Compostas em sua maioria por adultos com mais de 50 anos, as turmas do programa são improvisadas em residências, associações de moradores, salões paroquiais e até em um posto da Polícia Militar, como é o caso da classe do bairro Coophasul, na Capital. Cada etapa tem duração de oito meses de estudos.
A turma da alfabetizadora Aparecida Brites Bitencourt teve a participação de pelo menos 15 alunas na faixa etária entre 50 e 75 anos de idade. "Eu procurei saber quais as fraquezas delas, o que elas conseguem ou não fazer. Tive que acompanhá-las e não fazê-las me acompanhar", explicou, lembrando que as histórias de vida que surgem durante as aulas são aprendizados não só para os alunos, como também para os professores.
O anseio da murtinhense Maria Lourdes Godói, de 55 anos, sempre foi freqüentar uma escola. Mas conheceu o trabalho ainda na infância, quando tinha de acompanhar a mãe em serviços de faxina. Freqüentando a turma do Mova, ela disse se sentir realizada em poder fazer, hoje, coisas que nunca imaginou. Até consultar as horas no relógio era um problema. "Uma vez um homem me perguntou as horas e eu inventei. Ele saiu correndo porque achou que estivesse atrasado. Eu tinha relógio e não sabia olhar", recordou.
Além do Mova-MS Alfabetizado, a SED ainda ofereceu, em 2006, os programas Mova Digital Luz das Letras, iniciativa pela qual jovens e adultos aprendem a ler e a escrever por meio de computadores, tendo formado 14 turmas neste ano, e Mova Rotativo, que habilita pessoas com baixa escolaridade a ler e a escrever, direcionando-os para os Centros de Formação de Condutores, visando à licença para dirigir. Este programa encaminhou 18 pessoas à retirada da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) em 2006.
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