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Ministros-candidatos devem sair na reforma, diz Tarso Genro

24 junho 2005 - 16h01

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deverá dispensar na reforma ministerial em curso todos os ministros que tiverem pretensões eleitorais no ano que vem, mantendo apenas os nomes daqueles que tiverem o compromisso com o cargo até o fim do governo. A informação é do ministro da Educação, Tarso Genro."O que o presidente tem colocado é que ele não quer mais mudar o ministério daqui para adiante. E não querendo mudar o ministério, certamente ele tem como conceito que aqueles que vão ficar no governo devem ter o compromisso de permanecer no governo até o final. Ele não quer mais mudar o ministério depois dessa reforma", disse o ministro após solenidade no Palácio do Planalto.Segundo o ministro, a reforma ministerial estará praticamente completa "seguramente até segunda ou terça-feira". Ele afirmou que o presidente "já tem bem claro o que ele vai fazer".Questionado se a reforma será ampla diante da dispensa dos ministros candidatos, Genro disse que o presidente ainda não declarou o tamanho da reforma.Durante a solenidade de assinatura de decreto na área de educação tecnológica, o ministro da Educação foi confirmado pelo presidente no cargo até o fim do governo e até mesmo em uma possível reeleição."Certamente um mandato de quatro anos, ou uma administração no ministério de três anos como você está tendo, ou quem sabe mais anos ainda sejam pouco para podermos recuperar o tempo perdido", disse o presidente, sinalizando que o ministro, há um ano e meio no ministério, será mantido no cargo com a reforma.PMDBO presidente já concordou, segundo Genro, com a entrada do PMDB no governo "de maneira muito forte, como elemento vital de construção da coalizão política, sem reduzir os demais aliados".Quem ficar no governo deverá estar preparado para tocar a máquina e colher os frutos do que foi construído pela estabilidade macroeconômica e pela organização política.Lula recebe para almoço no Planalto o presidente do PMDB, Michel Temer, e o presidente do Senado, Renan Calheiros, para negociar a participação do partido no governo.O ministro evitou comentar sobre o futuro do PP no governo. "Se respondesse isso estaria sendo o que na minha terra chamam de garganta, falando o que não sabe", disse.Coordenação políticaMesmo reafirmando que o PT não está reivindicando a demissão do ministro da Coordenação Política, Aldo Rebelo, Tarso Genro defendeu o nome do ministro Jaques Wagner para a pasta, caso o presidente opte pela troca."Obviamente, não tenho informação, nenhum de nós tem informação se o ministro Aldo vai sair. Porque o ministro Aldo é um quadro competente, um quadro de alto nível. E ninguém de nós do PT está demandando a saída do ministro Aldo. Mas se o presidente resolver que vai mudar a coordenação política, é óbvio que nós gostaríamos que um quadro do PT estivesse lá. E o nome, por exemplo, que me parece de alto nível, de grande capacidade de articulação política, é o do ministro Jaques Wagner. Essa é uma opinião apenas", afirmou. 

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