O ministro Orlando Silva, do Esporte, terá que devolver R$ 8 mil aos cofres públicos por gastos que fez com cartão corporativo do governo, e que a CGU (Controladoria Geral da União) considerou irregulares. O valor, segundo o órgão, foi gasto para bancar despesas de alimentação de terceiros, nos anos de 2006 e 2007.
Há um mês, depois que a imprensa divulgou que Orlando Silva comprou uma tapioca por R$ 8 com cartão corporativo, ele decidiu devolver R$ 34.378,37 que desembolsou com cartão em 2007 para evitar mais questiona mentos. E pediu uma auditoria da CGU em seus gastos.
Silva esperava a devolução total do valor e deverá recorrer da decisão da controladoria. Ele também deve pedir o reembolso de R$ 26 mil que foram considerados regulares. A CGU analisou não apenas os gastos do ano passado, mas também os de 2006, cujas contas já haviam sido aprovadas.
A Controladoria considerou que todos os gastos em alimentação que o ministro fez com terceiros, como assessores, autoridades públicas e dirigentes esportivos teriam que ser devolvidos. A defesa do ministro deve alegar que o TCU (Tribunal de Contas da União), em julgamento anterior, considerou lícito o gasto com terceiros quando ocorrerem em agendas oficiais.
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