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Militar de MS no Haiti descreve como foi o terremoto

14 janeiro 2010 - 10h17

O 1º sargento Antônio Airton de Araújo faz parte do grupo de 27 militares baseados em Mato Grosso do Sul e que está prestando auxílio comunitário no Haiti. Por mensagem pela Internet, o site da TV Morena conversou com Araújo, que relatou os momentos do início do terremoto que atingiu o País ontem à noite.

Araújo foi para o Haiti em julho do ano passado e chegou a vir ao Brasil em outubro, para visitar familiares. Ontem, quando aconteceu o terremoto, estava internado na enfermaria da Base da Cia Engenharia Força da Paz Haiti, tratando de malária. O complexo é formado por vários containers.

“O tremor foi muito forte; no momento parecia que uma viatura havia batido no container, depois deu a impressão de um furacão. Foram dois tremores muito fortes”, contou. Logo em seguida os militares deixaram a sala e viram forte poeira. “Muros caídos, um prédio que sempre era avistado da Base desapareceu, ouvia-se gritos de dor da população das redondezas, uma grande correria”. Os tremores não tinham acabado. “Depois dos tremores fortes (...) várias vezes a terra balançou, de leve, mas perceptível”.

Em seguida as equipes de saúde se mobilizaram. Por conta do estado de saúde, Araújo não pode ajudar e acompanha os serviços por meio do relato dos colegas. No batalhão de Infantaria foi montado uma base para atender a população. “A cidade estava um caos, corpos pelo chão, muita destruição; muitas pessoas com grandes cortes para serem suturados; uma criança morreu nos braços de meu colega ontem e hoje pela manhã a equipe realizou um parto, a criança passa bem”.

A situação no Haiti, que já era precária, ficou pior. “Não existe saneamento básico aqui, existem alguns poços distribuídos pela cidade, você vê muitas pessoas carregando baldes de água por longos percursos”, conta. Durante a conversa, outro abalo. “Agora mesmo houve um leve tremor, você sente a cama balançando”.

O sargento Araújo deve ser liberado da enfermaria em três dias. A previsão inicial era que esse contingente do Comando Militar do Oeste, formando por militares de Aquidauana, Jardim e Cuiabá (MT), voltaria no dia 19 de janeiro para Base Aérea de Campo Grande. Depois de passar pelos exames clínicos obrigatórios no hospital, deve ir para o Rio Grande do Sul, para encontrar a família.

Araújo enfatizou que todos os militares sediados em Mato Grosso do Sul estão bem. Alguns conseguiram entrar em contato com familiares e aqueles que não conseguiram tem o auxílio dos outros, que fazem uma rede de informações com os familiares.

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