Com a Lei de proteção de cultivares, não existe mais uma comissão oficial para recomendação de cultivares. Cada empresa produtora de sementes tem seu programa de melhoramento genético e é a única responsável pelas informações tecnológicas de cada genótipo disponível aos agricultores, que estão sempre à procura de uma semente que “pague a conta”. No entanto, essa semente ainda não apareceu, mas o conjunto de tecnologias aplicadas a elas pode melhorar a produtividade da lavoura. As novas sementes incrementam em produtividade, e trazem algum valor agregado, como: melhor tipo agronômico, ciclo adaptado às condições edafoclimáticas locais, a fertilidade do solo e resistência a doenças e insetos. Muitas empresas têm feito uso de tecnologias avançadas, como marcadores moleculares, mutagêneses e bioinformática, para reduzir o tempo de obtenção de uma nova variedade ou híbrido. Alguns agricultores têm procurado variedades de soja de ciclo superprecoce, com o objetivo de realizar a semeadura do milho safrinha o mais cedo possível, pelo menos em parte da propriedade. Assim, a escolha da cultivar adequada para cada época de semeadura, a fim de aumentar o período de colheita otimizando as máquinas na propriedade, deve ser uma preocupação constante do agricultor.O milho tem apresentado aumentos de produtividade nos últimos anos, mais especificamente para agricultores tecnificados, devido à adoção de melhores práticas de manejo e também pelo constante melhoramento genético. No mercado de sementes existem variedades e híbridos, e com crescente aumento no número de híbridos simples e triplos, os quais ocupam cerca de 65% do mercado. Contudo, na safrinha, devido à instabilidade climática ser maior, o risco é maior e há necessidade de otimizar a relação custo benefício, disponibilizando mais híbridos duplos com alto potencial produtivo e de menor custo de aquisição. Os novos genótipos apresentam incremento quanto ao teor de proteína bruta, lignina, massa seca na colheita, velocidade de emergência, resistência ao acamamento, empalhamento, prolificidade, peso de grãos, densidade, tolerância a herbicida e cultivares adaptadas para as diversas condições, inclusive para cultivo em solos “arenosos”. Essas características e o conhecimento do comportamento das cultivares com relação às doenças, época de semeadura, nível de investimento e produtividade esperada auxiliam os agricultores na escolha da cultivar. * Gessi Ceccon, pesquisador da Embrapa Agropecuária Oeste, Dourados-MS
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