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Milhares marcham contra o terrorismo na Rússia

07 setembro 2004 - 19h26

Centenas de milhares de pessoas participaram de manifestações hoje em toda a Rússia para expressar sua solidariedade com as vítimas do terrorismo e pedir que as autoridades empreendam uma grande guerra contra o terror.Moscou teve a maior concentração dos últimos anos. Segundo fontes oficiais, cerca de 130 mil pessoas participaram da manifestação na capital, junto à Catedral de São Basílio, em frente ao Kremlin. A multidão, com bandeiras e cartazes de anti-terrorismo, lotou o espaço destinado à manifestação e encheu as ruas adjacentes e a Grande Ponte de Moskvorechie sobre o rio Moscova. A concentração começou com um minuto de silêncio em memória das vítimas da tomada de reféns na escola da cidade de Beslan, na Ossétia do Norte, supostamente por homens do guerrilheiro checheno Shamil Basayev, em ação que deixou 335 mortos, segundo os últimos dados oficiais. A manifestação de Moscou foi a mais organizada e protegida. Toda a área foi protegida por soldados do Ministério do Interior. Para ter acesso ao local dos protestos era preciso passar por detectores de metal, instalados sob uma ponte. Foram feitas credenciais para os jornalistas e milhares de pessoas não puderam chegar porque o único acesso à esplanada da Catedral, ao lado do muro do Kremlin, acabou sendo fechado. As pessoas que conseguiram se manifestar tiveram que passar por vários controles policiais e detectores de metais e explosivos. "Para que vocês nos chamam para participar de uma manifestação se depois não permitem que passemos?", questionou diante de um tenente-coronel da polícia um moscovita de meia idade. O manifestante disse que havia caminhado três quilômetros para nada. "Tudo isto é pela sua segurança", respondeu o oficial. "Já sabemos como vocês cuidam da nossa segurança", replicou o homem. Esta não foi a única crítica às forças de segurança ouvidas hoje em Moscou. "Perguntamos aos corpos de segurança por que os terroristas têm armas modernas e de produção russa, e quando começarão a lutar eficazmente contra o terrorismo", disse no palanque o prefeito de Moscou, Yuri Luzhkov. Luzhkov lembrou que os habitantes da capital russa sofreram na própria carne os ataques do terrorismo, e portanto sentem de perto a tragédia de Beslan. "Temos que deixar de ser indiferentes: os terroristas andam entre nós, se hospedam em nossas casas e em nossos hotéis, e temos que ajudar os corpos de segurança a descobri-los", pediu Luzhkov. Diante de um mar de guardas-chuvas, o prefeito disse que a força da Rússia está em sua união. "O fascismo não conseguiu nos derrotar. O terror também não conseguirá", afirmou. Os manifestantes exibiram cartazes com frases como "A Rússia não se rende", "Não ao terrorismo", "Com terroristas se fala só com as pontas das metralhadoras". Um dos grandes atores soviéticos e russos, Vasili Lanovoi, leu com voz emotiva uma "resolução" que os manifestantes aprovaram erguendo a mão e que exige o endurecimento das condenações pelos crimes ligados ao terrorismo. "Estes crimes não prescrevem, estes crimes não têm atenuantes", diz a "resolução", que pede às autoridades o "cumprimento da Constituição no que se refere à segurança dos cidadãos". A manifestação de Moscou foi transmitida ao vivo pelo canal de televisão da capital TVTs, cujo apresentador disse que "o povo está disposto a apoiar as medidas mais implacáveis contra o terrorismo". Destituição do governo Centenas de manifestantes também foram hoje às ruas de Vladikavkaz, a capital dessa república do Cáucaso. Em um comício não autorizado eles exigiam a destituição do governo da Ossétia do Norte. Além de pedir o afastamento do presidente norte-osseta, Alexandr Dzasojov, os manifestantes pediram a destituição dos chefes dos serviços de segurança da república por sua responsabilidade na crise de reféns de Beslan, que deixou pelo menos 335 mortos. A manifestação foi realizada na Praça da Liberdade de Vladikavkaz, e entre os oradores se incluíam o membro da Duma (Câmara dos Deputados) pela Ossétia do Norte, Arsen Fadzáyev, e o general reformado Stanislav Suanov. Os organizadores convocaram uma manifestação para amanhã na mesma praça da cidade, localizada a 30 quilômetros de Beslan. O ministro do Interior da Ossétia do Norte, Kazbek Dzantiev, apresentou no sábado sua demissão, que não foi aceita por Dzasojov.

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