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Melhor qualificação da mídia ajudará no combate à violência, diz especialista

25 agosto 2005 - 16h52

Melhorar a qualificação dos profissionais da mídia ajudará no combate social à violência contra crianças e jovens. A afirmação foi feita pelo secretário-executivo da Agência de Notícias de Direitos da Infância (Andi), Veet Vivarta. Ele participou da mesa-redonda Violência e Mídia, na sessão que tratou do tema na Consulta Nacional sobre Violência Contra a Criança e o Adolescente. O evento foi promovido pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), em parceria com a ONU e o governo federal.Para exemplificar, Vivarta citou números de estudos realizados pela Andi. Em um deles, a entidade analisou 1.140 textos que tratavam de vítimas de balas perdidas, publicados em 46 jornais de todo o país no início de 2000. "Nas matérias, a principal fonte eram os policiais (25%), o que significa construi-las pela ótica desse segmento", disse o representante da Andi. Vivarta apontou também problemas na origem das matérias. Segundo ele, "80% delas foram feitas somente com base no boletim de ocorrência e apenas 5,2% abordavam soluções". Outro ponto que o secretário-executivo da Andi destaca é a ausência de contextualização de matérias sobre a violência. "Está limitada apenas ao fato. Não há análise", afirmou. O secretário executivo da Andi ressaltou que já existem ações pontuais que demonstram sinais de melhoria na cobertura jornalística sobre a violência. Vivarta citou o exemplo de coberturas que saíram do campo meramente policial e foram incorporadas às editorias de "cotidiano" ou "cidades". Para ele, "os textos ganharam em qualidade, inclusive analítica". O Unicef promove a Consulta Nacional sobre Violência Contra a Criança como primeiro passo para a criação de uma plataforma nacional de enfrentamento à violência contra a criança e o adolescente. Após o final do encontro, será constituído um grupo reunindo representantes de instituições civis, governamentais e agências internacionais ligadas à Organização das Nações Unidas, com objetivo de detalhar propostas de ações e metas.Segundo a representante do Unicef no Brasil, Helena Silva, a etapa seguinte será "irradiar" todas as conclusões da plataforma para a formulação de ações ou políticas públicas nos setores de educação, saúde e desenvolvimento social. "Acredito que assim teremos novas estratégias de combate à violência contra os jovens", disse Helena. 

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