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BONITO

Médico alega que revidou arranhão, mas juíza o mantém preso por violência doméstica

09 janeiro 2022 - 08h45Por André Bento

O médico Renato Oliveira Garcez Vidigal, ex-secretário municipal de Saúde de Dourados preso no sábado (8) acusado de violência doméstica em luxuoso hotel de Bonito, alegou ter revidado arranhão sofrido na perna. Contudo, teve pedido de liberdade provisória negado. 

Em despacho proferido no final da tarde de ontem, a juíza plantonista Melyna Machado Mescouto Fialho converteu a prisão em flagrante para preventiva considerando que “a liberdade do imputado representa perigo para a vítima, que teme por sua integridade física/psicológica, tanto é que solicitou medidas protetivas em seu favor, existindo um histórico de violência que não pode ser ignorado”. 

Acusado de ter causado lesões corporais e ainda ameaçado a companheira, bem como o enteado de 7 anos, mencionando que os mataria caso a polícia fosse chamada após a agressão, Vidigal foi preso depois que a polícia foi acionada pela gerente do hotel no qual estava hospedado. (relembre)

“A vítima possuía lesão na perna, supostamente provocada pela ação do flagrado, que, inconformado por ter sido interpelado sobre um acidente de trânsito, apertou sua companheira, além de ter atirado um copo de bebida em seu rosto. Em momento posterior, afirmou que mataria a vítima e seu enteado caso fosse denunciado à polícia”, mencionou a juíza no despacho. 

Ela também citou a versão do acusado, segundo quem a companheira o arranhou na perna, motivo esse pelo qual havia revidado.     

“O exame de corpo de delito atestou a lesão por ele reportada. Ocorre que a relação causal, construída na narrativa apresentada, de que ele teria agido em legítima defesa, não me parece presumível como o flagrado pretende crer. Não bastasse isso, consta dos elementos de informação que o conduzido já responde criminalmente por crime da mesma natureza, perpetrado contra a vítima no ano de 2021, na Cidade de Ponta Porã. Logo, não seria esse o primeiro episódio de violência entre o casal, que ao que parece, vem evoluindo progressivamente”, ponderou a magistrada.

Para ela, “em regra a violência doméstica ostenta caracteres de clandestinidade, como se observa da narrativa da denúncia oferecida nos autos” anteriores, mas “agora, no entanto, a violência e a ameaça teriam sido perpetradas no interior de um Hotel, de alto padrão, na cidade de Bonito, bem movimentado em período de férias, o que demonstra o alto grau de periculosidade do flagrado”.

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