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Medicamento para déficit de atenção prejudica aprendizado, diz Anvisa

26 fevereiro 2013 - 16h08

Uma recente pesquisa publicada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) mostra que o consumo de metilfenidato no Brasil cresceu 75% entre 2009 e 2011. Trata-se do princípio ativo da Ritalina e do Concerta, medicamentos usados no tratamento de TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade). As medicações aumentam a produção de dopamina, neurotransmissor responsável pela motivação e capacidade de concentração, condições relacionadas ao bom desempenho escolar.

De acordo com Leôncio Queiroz Neto, oftalmologista do Instituto Penido Burnier, é um erro acreditar que toda criança agitada tem TDAH. Isso porque, estudo conduzido pelo especialista com professores das escolas públicas de Campinas, mostra que das 365 crianças que começaram a usar óculos de grau durante projeto desenvolvido pelo braço social do hospital, 36,2% ficaram menos agitadas, 57% ganharam concentração e 51,1% passaram a finalizar tarefas que antes não finalizavam. Significa que um par de óculos pode eliminar alguns dos principais comportamentos que caracterizam o TDAH - falta de atenção, agitação, dificuldade de concentração e de relacionamento interpessoal.

Para Queiroz Neto a influência da visão no comportamento é um dos fatores que explica o resultado de uma pesquisa brasileira apresentada no 3º Congresso Mundial de TDAH em 2011. Segundo os pesquisadores a maioria dos usuários do medicamento teve diagnóstico errado. De 128 crianças que tomavam o remédio só 27,3% tinham a doença.

Hipermetropia acomodativa

Queiroz Neto ressalta que na infância o vício de refração de maior prevalência é a hipermetropia – dificuldade de enxergar de perto. Atinge 39% das crianças que têm alguma alteração refrativa. O uso indiscriminado do metilfenidato, observa, pode causar hipermetropia acomodativa, uma dificuldade temporária de enxergar de perto. “Isso acontece porque o medicamento dilata a pupila e o olho perde o poder de acomodação para perto que é a capacidade de focar imagens próximas”, afirma.

O problema é que a prescrição do medicamento se concentra no período escolar. Por isso a criança pode ter dificuldade de se preparar para as provas.

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