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MEC incentiva entrada de indígenas na educação superior

26 agosto 2004 - 17h53

O Ministério da Educação (MEC) está incentivando a formação de estudantes indígenas na educação superior, para que possam oferecer suporte à educação básica nas aldeias brasileiras. Nos próximos quatro anos, a intenção do MEC é formar quatro mil professores indígenas para atuar em escolas de 5ª à 8ª série e no ensino médio.

“O nosso desafio é formar, urgentemente, esses professores, para que possam atuar nas escolas indígenas”, disse o coordenador-geral de Educação Escolar Indígena da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (Secad/MEC), professor Kleber Matos. Dados do MEC revelam que existem no Brasil, 2.179 escolas indígenas funcionando dentro das terras indígenas, mas a maioria só oferece de 1ª à 4ª série, por falta de professores com ensino superior.

O coordenador, que participou em Roraima do “4º Seminário Povos Indígenas e Ensino Superior", destacou que, atualmente, o MEC conta com uma rede de universidades e faculdades para receber esses alunos. “Universidades públicas, não só federais, mas estaduais. Também podemos contar com bons parceiros das universidades particulares”, ressaltou. O seminário, que terminou hoje, discutiu formas de facilitar o acesso dos alunos indígenas ao ensino superior.

De acordo com ele, o ministério também enviou ao seminário um representante da Secretaria de Educação Superior (Sesu/MEC). O objetivo é conhecer a experiência da Universidade Federal de Roraima (UFRR), que possui 200 alunos estudando em cursos de licenciatura. Outros 1.200 alunos estão espalhados em universidades por todo o país. “Essa troca de experiências e os subsídios que nós estamos colhendo aqui vão ajudar a formar a política do ministério nos próximos anos”, explicou Kleber.

O professor lembrou, ainda, que todo tipo de inclusão do aluno indígena na educação superior é incentivada pelo MEC, não só a entrada nos cursos de licenciatura, mas também nos cursos regulares como Direito, Medicina e Odontologia. No início do ano, a Universidade de Brasília reservou 15 vagas para estudantes indígenas, num gesto inédito no país.

“O que o MEC faz, agora, é apoiar essas iniciativas e também apoiar outras iniciativas nas quais exista o processo de entrada de estudantes indígenas em toda e qualquer especialidade de curso superior”, disse ele.




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