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MEC discute acesso de alunos de baixa renda em cursos superiores

27 agosto 2004 - 16h30

O Ministério da Educação (MEC) pretende formar um grupo de trabalho com representantes do Movimento dos Sem-Universidade (MSU) e de outras organizações estudantis para discutir o acesso de alunos com renda mais baixa à educação superior. A intenção do MEC é reunir as principais reivindicações dos grupos e tentar propor soluções. “O ministro (da Educação, Tarso Genro) propôs que se constituísse um grupo de trabalho com representantes dos movimentos sociais ligados à luta pela expansão do acesso à universidade pública”, ressaltou a assessora especial do ministro, Maria Eunice Araújo. Nesta semana, Genro esteve reunido com um grupo de estudantes do MSU e prometeu que irá atender pelo menos um dos pedidos feitos por eles: eliminar a cobrança da taxa de inscrição do vestibular nas universidades federais para alunos egressos de escolas públicas. “O ministro comprometeu-se em estudar e dar um retorno positivo aos estudantes”, disse a professora Maria Eunice. Para o coordenador do MSU, Sérgio Custódio, a isenção da taxa de inscrição do vestibular é uma das principais dificuldades para o acesso dos estudantes mais pobres à educação superior. Segundo ele, mais de 100 mil estudantes brasileiros deixam de prestar o vestibular por causa da taxa, que varia de R$ 80,00 a R$ 100,00. “Isso significa que quem quer ir para a universidade não chega nem a prestar o vestibular”, argumentou. Sérgio lembra que já existe um projeto de lei sobre o tema tramitando no Congresso Nacional, mas acredita que o contato direto com o ministro foi mais eficiente e poderá garantir agilidade na solução do problema. “Lá, o processo é lento e o Executivo pode tomar essa ação por meio de portaria”, disse o estudante. Além da isenção da taxa do vestibular, o MSU pediu ao MEC que as bolsas ofertadas pelo Programa Universidade para Todos (Prouni), que pretende criar vagas gratuitas nas universidades particulares, sejam integrais. O Prouni ainda está em tramitação no Congresso, mas já sofreu modificações que permitem a oferta de bolsas parciais. “Reivindicamos bolsas integrais no sistema único de bolsas que será criado com o Programa Universidade para Todos e a participação da sociedade civil na distribuição de bolsas do sistema privado”, completou.  

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