"A solução da superlotação nos presídios será resolvida a médio e longo prazo em Mato Grosso do Sul. A reforma do pavilhão I veio de encontro na melhoria da segurança não só dos internos, mas também dos agentes que trabalham aqui”, afirmou o secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), Wantuir Jacini, em visita feita hoje (4) no Estabelecimento Penal de Segurança Máxima da Capital.
Entre as melhorias estão a troca e reforço das trancas das celas; a divisão do pavilhão ao meio (para diminuir o fluxo de presos em horário de banho de sol e de visita); a instalação de grades no corredor de segurança para evitar contato direto entre os agentes penitenciários e os detentos; vidros à prova de bala nas guaritas das muralhas e a implantação de filmadoras nos corredores de acesso (ao final da reforma).
As reformas e adaptações, inclusive na área administrativa e pavilhões de saúde, foram necessárias devido aos estragos ocasionados na rebelião dos presidiários em maio de 2006. Os trabalhos no pavilhão I começaram em setembro do ano passado. Também passará pelo mesmo processo o pavilhão II do Estabelecimento Penal. A previsão de início das obras está marcada para este mês. O investimento total do Governo do Estado na recuperação dos prédios deve ultrapassar R$ 2,3 milhões.
Jacini declarou que o Governo trabalha com duas vertentes a médio prazo: a construção de mais presídios e o investimento em penas alternativas. “O ideal do sistema penitenciário não só no Estado, mas também no país seria a ressocializaçao eficaz e eficiente, o que ainda não acontece. Mas nós estamos trabalhando para que isso ocorra em MS”.
Depois da avaliação positiva na visita do secretário e dos técnicos responsáveis, o local vai ser liberado para ocupação dos internos do pavilhão II. Os detentos transferidos para o Presídio de Trânsito só voltam para a Máxima após o término da obra, que ainda não tem data definida.
Também participaram da vistoria Engenheiros da Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos) e da Sejusp que fizeram a análise técnica da reforma para liberação do local; o juiz da 1ª Vara de Execução Penal de Campo Grande, Francisco Gerardo de Sousa; o superintendente de Políticas Penitenciárias da Sejusp, Aloysio Franco; o diretor-presidente da Agepen (Agência de Administração do Sistema Penitenciário do Estado), Hilton Villassanti; um fiscal da Caixa Econômica Federal e um representante da Engepar (empresa responsável pelas reformas).
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