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Marta Guarani é homenageada no Festival América do Sul

20 setembro 2004 - 11h39

As lutas e conquistas de Marta Guarani foram lembradas ontem na programação do Festival América do Sul, em Corumbá. Durante a mesa temática “Terra, Território e Cultura Indígena na América do Sul”, Sandra da Silva Vito, filha de Marta, recebeu a placa em homenagem à sua mãe. A entrega foi feita por Jurandir Xavante, presidente do Instituto das Tradições Indígenas (Ideti).Sandra emocionou-se com o recebimento da placa e agradeceu em nome da família. “Me sinto realizada ao receber essa homenagem e lembrar da minha mãe e com isso lembrar dos povos guarani, kadiwéu e também dos pobres que hoje também estão inclusos”. Acompanhada dos irmãos Solange e Éder da Silva Vito, Sandra disse acrescentou que Marta deixou uma grande mensagem “por não ter vergonha da raça e sua vida de luta estar ligada ao social”. Ela agradeceu ainda os incentivos do governo Popular e disse que o índio precisa de muito para sentir-se feliz. Para ela, essa felicidade está diretamente relacionada ao reconhecimento da terra.Marta Guarani nasceu em 1942 na aldeia Jaguapiru em Dourados, Mato Grosso do Sul e aos 16 anos começou sua luta pela ascensão das etnias aos 16 anos e toda a sua história é marcada por importantes conquistas para os índios como a criação da Delegacia Regional da Funai em Amambaí (MS) e a fundação da Associação Kaguateca, buscando a unificação dos povos indígenas do Mato Grosso do Sul e o agrupamento das nações Kadiwéu, Guarani, Terena e Caiuá. Vítima de um enfarto em setembro do ano passado, Marta Guarani deixou em sua família, em seu povo e na sociedade as marcas de uma mulher de fibra. Sandra Guarani que tem seis filhos mora na Aldeia Urbana em Campo Grande e diz que passa para a família os mesmos valores que aprendeu com a mãe.Quem também se emocionou com a homenagem foi o sociólogo Paulo Cabral, mediador da mesa. Ele recordou-se de um episódio em que visitou uma aldeia com Marta Guarani e comeu batata doce assada. Paulo Cabral reconhece a importância de se homenagear a líder indígena e desse modo respeitar o índio em seu espaço promovendo não uma integração imposta, mas uma integração política. Só no Brasil são mais de 200 povos diferentes e em toda América do Sul devem ter mais de 500 etnias de acordo com o Instituto Sócio Ambiental.

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