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Marisa Serrano questiona se Plano para Educação de Dilma

14 fevereiro 2011 - 14h14

A senadora Marisa Serrano (PSDB-MS), que é professora, se disse feliz com a intenção do governo de priorizar a educação. Ressaltou, no entanto, que o plano da presidente Dilma Rousseff para o setor só será factível se houver, de fato, ações para mudança. “Agora é sair da retórica e modificar a prática”, disse em discurso realizado no Senado nesta segunda-feira (14).

Para Marisa, 2011 será um ano difícil. “Já estamos vendo alta da inflação e dos juros, corte orçamentário e déficits estruturais. Difícil acreditar em tanta evolução na educação, se a equipe econômica do governo já anunciou corte de R$ 1 bilhão de reais no orçamento do MEC”, lamentou.

A senadora tucana lembrou que o presidente Lula deixou para a sucessora um país com poucos avanços em áreas-chave como educação, saúde e segurança. “As grandes desigualdades sociais e regionais permanecem, apesar da propaganda extremamente bem feita para mostrar o contrário. O Brasil real contrasta com o Brasil imaginário do marketing eleitoral exibido na TV”, constatou.

Para a tucana há muito a fazer na educação, especialmente em relação à qualidade do ensino. Ela destacou a queda no número de matrículas, a evasão escolar, a distorção idade-série e os péssimos resultados do Brasil em exames internacionais. “Entre 65 países, tiramos a 53.º posição em leitura e 57ª em matemática no Pisa - Programa Internacional de Avaliação de Alunos.

Em relação ao acesso à universidade, Marisa disse que no Brasil 15% dos jovens entre 18 e 24 anos freqüentam as instituições de ensino superior. Nos Estados Unidos o ingresso nas às universidades é de 73%, na Argentina, 48%, na Bolívia, 36%.

A senadora pelo Mato Grosso do Sul ainda defendeu que com a experiência acumulada é possível começar a atuar de maneira mais consistente, colocando a educação como prioridade das prioridades no contexto sócio-econômico nacional.

Plágio – Marisa ainda ressaltou que o Pronatec – Programa Nacional de acesso a escola técnica - nada mais é do que o Protec, na versão tucana. A proposta do PSDB apresentada na campanha presidencial de 2010 era criar um milhão de vagas na educação profissional até 2014. “Na nossa proposta, uma das ações era oferecer bolsas de estudo para o ensino técnico com a expansão do ProUni”, comentou. O anúncio do Pronatec na última quinta-feira (17) gerou reclamações por parte do ex-governador de São Paulo, José Serra, e de parlamentares do PSDB, que alegaram que o governo petista plagiou a idéia sem dar o devido crédito.

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