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Marisa diz que CPI não vai acabar em “pizza”

12 abril 2008 - 05h33

A senadora Marisa Serrano (PSDB-MS) desembarcou nesta tarde em Corumbá para inaugurar o diretório municipal do partido na cidade. Em coletiva a imprensa a parlamentar falou sobre a CPI dos Cartões Corporativos, Reforma Tributária, Inflação, possíveis coligações para Eleições 2008 e os cortes no Orçamento da União. Serrano veio acompanhada do deputado Estadual e presidente regional do PSDB Reinaldo Azambuja.
A tucana deixou claro que apesar de não ter conseguido, ainda, todos os depoimentos para esclarecer definitivamente os abusos financeiros com os cartões, esta CPI não vai terminar em pizza como todas as outras, “ela vai até o final porque o relator vai fazer o seu trabalho e só os fatos que já aconteceram fez com que a população brasileira descobrisse que existia o cartão corporativo”, diz. Serrano afirmou que os jornais noticiaram gastos injustificáveis para uso do cartão “uma simples funcionária da universidade do Paraná gastou R$ 500 mil em um ano e fatos como este vão fazer com que a legislação brasileira melhore neste aspecto de transparência vai moralizar o país”, frisou. Serrano destacou que há um uma outra questão a ser esclarecida que está sendo muito discutida “o que vem ser sigilo? são contas que não podemos saber gastas com o dinheiro público, se não nos deixam investigar fica difícil descobrir alguma coisa”.
Reforma
Em relação à Reforma Tributária Marisa lembrou que é outro problema sério, ”o Mato Grosso do Sul perde muito com esta proposta que está em discussão, falei hoje sobre o assunto com o governador André e o deputado Azambuja, é muito difícil discutir uma reforma para o país só em pontos específicos”, explica. Segundo ela o presidente Lula disse na Holanda, ao ser perguntado sobre infra-estrutura e excessos de tributos e burocracias,(três pontos colocados pelos empresários holandeses), falou que isso tudo estava resolvido pois este ano o projeto será votado, “mas ele se esqueceu de dizer que haverá as eleições municipais e a concretização da reforma não está garantida”, ponderou.
Cortes
Em relação ao contingenciamento de despesas com cortes de R$ 120 milhões de emendas de bancadas para o Mato Grosso do Sul, a senadora diz que é totalmente contra, “primeiro porque o Governo nunca arrecadou tanto e depois teve uma base feita na gestão anterior de organização orçamentária e isso não se faz da noite para o dia, o que perdeu com a CPMF está ganhando a mais, a Receita também informou que aumentou o índice de contribuintes que recolhem impostos, não só o quantitativo ela é perene e não vai acabar”,diz. Marisa declarou que esta é uma forma de o Governo punir o Congresso e os Deputados, “mas o dinheiro não é deles, mas sim da população”, salientou.

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