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Marinheiro natural de MS é morto em praia do Ceará

17 maio 2006 - 10h07

O sargento da Marinha do Brasil Milham Moreira Lima, 45 anos, natural de Mato Grosso do Sul, que partiria hoje para o Haiti numa missão de paz, foi morto na noite da última segunda-feira, dia 15 de maio, na praia da Jacarecanga, na avenida Presidente Castelo Branco (Leste-Oeste). Ele era tripulante do Navio de Desembarque Doca (NDD) Rio de Janeiro, que está atracado desde sábado, no Porto do Mucuripe, em Fortaleza. O sargento recebeu um golpe de faca no peito esquerdo. A Polícia investiga a hipótese de que o caso tenha sido numa tentativa de assalto. Milham foi encontrado agonizando na porta do banheiro da barraca O Quinzinho, a poucos metros da Escola de Aprendizes Marinheiro. O militar ainda foi socorrido para o Instituto Doutor José Frota (IJF), onde já chegou sem vida. O caso está sendo investigado pelo 34º Distrito Policial (Centro). O militar era aquartelado no Rio de Janeiro, casado e morava no município de São Gonçalo, na Baixada Fluminense. O assassinato do sargento Milham apanhou de surpresa os companheiros de viagem. Alguns deles estiveram, ontem pela manhã, no 34º DP acompanhando o andamento das investigações, mas não quiseram dar depoimentos. O delegado Romério Almeida, titular da delegacia, disse ao O POVO que já tem uma pista para identificar o autor do crime, sem adiantar mais detalhes. De acordo com as informações policiais, o sargento Milham havia chegado, momentos antes, na barraca O Quinzinho na companhia de três outros militares. Ainda conforme a Polícia, os quatro sentaram em uma mesa e passaram em seguida a beber cerveja. Mas não demoraram muito no local, mesmo porque o estabelecimento já iria fechar. O dono da barraca, Joaquim Rodrigues, o "Quinzinho", disse que já estava prestando contas com os garçons quando foi informado de que um homem estava caído na porta do banheiro e sangrando na altura do peito esquerdo. "Quando cheguei lá, ele já estava sendo socorrido por três amigos", disse, acrescentando que depois viu a vítima sendo levada até a avenida, de onde foi conduzida em um táxi para o IJF. O comerciante contou que não ouviu nenhuma discussão na barraca nem tampouco viu no local a presença de algum suspeito. Afirmou também que não conhecia o sargento. À tarde, Quinzinho prestou depoimento no 34º DP, onde foram ouvidas mais quatro testemunhas. O delegado Romério Almeida disse que nada foi roubado da vítima. O capitão de mar e guerra Paulo Meridiano, comandante do NDD Rio de Janeiro, disse que o corpo de Milham, que era primeiro sargento eletricista, foi levado ontem para a terra natal de sua esposa, Maceió (AL), onde será sepultado. Ele frisou que a Marinha está "dando apoio à família" do sargento. Capitão Meridiano informou ainda que os três militares que acompanhavam o sargento na hora do crime, quando todos estavam de folga, já prestaram depoimento e também partirão de Fortaleza hoje. "A responsabilidade (de apuração) é da Polícia, mas a Marinha, com seus órgãos competentes no Ceará, vai acompanhar o desenrolar das investigações", disse.  

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