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Marina Silva anuncia saída do PT e se diz livre para a Presidência

19 agosto 2009 - 13h31

A senadora e ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, anunciou nesta quarta-feira seu desligamento do PT, partido ao qual estava filiada há cerca de 30 anos.

Marina disse que, a partir de agora, sente-se livre para conversar com outros partidos sobre uma eventual candidatura à Presidência, no ano que vem.

"Agora me sinto mais livre para fazer essa transição ao PV", disse a senadora, durante uma coletiva.

Marina reiterou, mais de uma vez, que ainda não decidiu se será candidata ao Planalto, uma decisão que, segundo ela, depende de uma "revisão programática" do PV.

"Existem alguns partidos que continuam com uma agenda programática importante, na questão social e da democracia e de uma política econômica justa, mas sem colocar a questão da sustentabilidade como estratégia. O Partido Verde está se dispondo a fazer esse movimento", disse Marina.

Casa dos pais

De acordo com o calendário eleitoral brasileiro, caso a senadora decida concorrer à Presidência no ano que vem, terá de se filiar a um partido já no próximo mês.

A ministra comparou sua saída do PT ao momento em que deixou a casa dos pais, no estado do Acre, quando tinha 16 anos.

"Deixei meu pai e seis irmãos pequenos e cheguei em Rio Branco analfabeta. Digo isso para vocês terem a dimensão do que significa a decisão de me desligar do PT", disse.

A senadora disse ainda que a decisão não é reflexo de um rompimento com o PT. "Aprendi que nenhum partido é perfeito. Nem o PV."

"Eu não iria reduzir uma questão dessa magnitude a uma questão de conjuntura política", disse a ex-ministra, referindo-se ao apoio do PT ao presidente do Senado, José Sarney, que vem sendo alvo de uma série de denúncias.

"É óbvio que essa é uma questão grave, mas precisa ser discutida em seu espaço."

Os desentendimentos com a ministra da Casa Civil, Dilma Roussef, quando a senadora ainda era ministra do Meio Ambiente, também foram descartados como motivo de seu desligamento do PT.

"Nunca me colocaria no lugar de vítima da ministra Dilma. As duas têm seus pontos de vista que são legítimos, e quem faz o julgamento é a sociedade brasileira", disse.

Formada em História pela Universidade do Acre, aos 51 anos Marina Silva está em seu segundo mandato como senadora. Antes, exerceu os cargos de deputada estadual e vereadora.

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