domingo, 08 de março de 2026
Dourados
34ºC
Acompanhe-nos
(67) 99257-3397

Marcondes defende cautela com projetos sobre usinas

05 junho 2007 - 16h29

O vereador Eduardo Marcondes (PMDB), propositor de uma reunião com empresários do setor de usinas de álcool e açúcar em Dourados, que ocorreu na última segunda-feira à tarde, saiu convencido do encontro de que é necessário haver cautela com as leis que tratam do assunto.
"Precisávamos destas explicações para nos direcionar em cima destes projetos que estão sendo levados a votação e às vezes polemizado as discussões na tribuna da Casa, descobrimos através desta reunião que é necessário continuar com a imposição de regras em prol do meio ambiente, mas ao mesmo tempo agirmos com cautela, pois não podemos nos esquecer que este setor é o que mais utiliza a mão-de-obra indígena e se agirmos com radicalismo haverá sem dúvida uma inibição por parte de novos investidores”, disse Marcondes.

Na reunião com a maioria dos vereadores foram feitas explicações técnicas a respeito do plantio, do corte, mão-de-obra, enfim a realidade da produção de produtos derivados da cana-de-açúcar, em nível de Brasil e de exterior.
Conforme levantamentos repassados durante a reunião duas usinas empregam hoje em Dourados mais de 1.000 indígenas, sendo que existem 4.000 nativos aptos a este tipo de trabalho. Uma delas, a pioneira, que tem como sócio o empresário Celso Dal Lago na rodovia de Itahum, já emprega 400 pessoas com um salário de 915,00. Além de ter a carteira assinada com regime de CLT estes indígenas tem transporte e refeição garantida. Eles são apanhados na Reserva Indígena e tomam café da manhã assim que entram no trabalho. Almoçam e tomam o lanche da tarde e só retornam para a aldeia indígena depois que fazem à refeição do jantar. “Isso significa um incremento no mercado de trabalho, importante para os indígenas e importante no contexto da melhora social”, disse Eduardo Marcondes.
Eduardo Marcondes lembra que o governo federal determina um prazo de vinte anos para que as indústrias da cana se adaptem a mecanização total do processo para evitar poluição ambiental. Mas no caso de Dourados ele defende que o prazo seja de dez anos. “Eles nos explicaram que no Brasil são fabricadas apenas 400 máquinas por ano e havia uma necessidade de fabricação de 5.000 máquinas de corte mecânico/ano, isso nos convence que o corte manual será indispensável por muito tempo”, disse Marcondes.

Deixe seu Comentário

Leia Também

Lares chefiados por mulheres negras atingem menor índice de fome da história
DIA DA MULHER

Lares chefiados por mulheres negras atingem menor índice de fome da história

Emagrecedores são apreendidos em compartimento oculto de porta-malas
MS-164

Emagrecedores são apreendidos em compartimento oculto de porta-malas

Voo da Operação Acolhida interioriza 189 migrantes para quatro estados e o DF
DIREITOS HUMANOS

Voo da Operação Acolhida interioriza 189 migrantes para quatro estados e o DF

INTERNACIONAL

Novo líder Supremo do Irã é escolhido, mas nome não é divulgado

Fim da escala 6x1: proposta pode aliviar dupla jornada das mulheres
BRASIL

Fim da escala 6x1: proposta pode aliviar dupla jornada das mulheres

CONTRABANDO

Motorista é preso com R$ 123 mil em medicamentos estrangeiros ocultos em veículo

MS-141

Ciclista morre após ser atropelado em Ivinhema

POLÍCIA

Cerca de R$ 315 mil em produtos e veículos são apreendidos na MS-164

ACIDENTE

Colisão entre carreta e carro deixa três mortos e dois feridos na BR-262

TEMPESTADE

Chuvas no estado de São Paulo provocam morte de duas pessoas

Mais Lidas

DOURADOS

Ex-administrador de hospital é investigado por desvio milionário e tem bens sequestrados em operação

JARDIM ÁGUA BOA

Polícia cumpre mandado em Dourados e investiga suspeita de golpe em clínica oftalmológica

DOURADOS

Nova avenida vai margear Parque Arnulpho Fioravante com projeção de ligação à BR-163

FEMINICÍDIO 

Enfermeira morre no hospital após ser agredida a marteladas pelo marido