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Marçal debate implantação da Escola Técnica Federal

24 janeiro 2011 - 10h11

O deputado federal Marçal Filho (PMDB) reuniu representantes de vários seguimentos da sociedade douradense, na tarde de sexta-feira, para debater a implantação da Escola Técnica Federal no município dentro do Plano de Expansão do Ensino Técnico do Ministério da Educação. O objetivo da reunião foi mobilizar a sociedade organizada para estabelecer a pauta da audiência pública que acontece no dia 18 de fevereiro. “É importante ouvir os setores produtivos neste momento de definição dos cursos, mesmo porque são eles que devem apontar as necessidades na formação de mão-de-obra especializada”, enfatizou Marçal Filho.

A audiência pública deverá debater com a sociedade organizada, entre outros assuntos, quais os cursos implantarem baseando-se na vocação e na necessidade da região da Grande Dourados. “Nossa cidade vive um momento singular. Só não está empregado quem não quer ou não tem qualificação profissional. A escola técnica será um incentivo a mais para atração de novas empresas”, declarou o presidente da Associação Comercial e Empresarial de Dourados (Aced), Antônio Freire, que sugeriu a escolha de uma área próxima da cidade para facilitar o acesso dos alunos.

Durante a reunião os presentes responderam um questionário com sugestões de que cursos implantar em Dourados e a importância dessa iniciativa do deputado Marçal Filho, para o desenvolvimento da cidade. Para a chefe da Divisão de Educação Profissional e Tecnológica da Pró-Reitoria de Ensino da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (Uems), Zélia Ramona Nolasco dos Santos Freire, Dourados já comporta um Instituto Federal de Ensino. “A criação da escola técnica é um grito da nossa sociedade. Por muito tempo Dourados não se preocupou com a educação profissional e hoje sofre com a necessidade de mão-de-obra qualificada”, enfatizou a coordenadora.

Representantes da construção civil ressaltaram a necessidade da formação de novos profissionais para atender a demanda do setor, que há muito tempo está aquecido no município. O grupo sugere inclusive o incentivar à formação de mão-de-obra feminina para área, principalmente como azulejista. “Essa escola técnica federal deve atender as necessidades do setor, formando profissionais prontos para o mercado que está em expansão”, defendeu Marco Túlio Silva, presidente da Associação das Empresas de Materiais de Construção da Grande Dourados (Acomac).

A pró-reitora de ensino e extensão da Unigran, professora Terezinha Bazé, sugeriu a criação de cursos que contemplam os setores de logística e florestal. “Dourados vive atualmente uma mudança no perfil econômico que implica necessariamente no surgimento de novas profissões que precisam de formação técnica”, salientou. “Precisamos sempre estar um passo à frente para suprirmos a demanda do mercado”, comentou a professora.

Dourados será contemplada ainda este ano com uma escola técnica federal. A instituição de ensino profissional contará com 60 professores e mais 45 técnicos administrativos, para atender cerca de 1500 alunos. Serão investidos entre R$ 5 milhões e R$ 7 milhões, para a implantação da escola, o custeio anual de R$ 1,5 milhão. Para a implantação do projeto é necessária uma área de no mínimo 7 hectares e meio.

De acordo com a secretária municipal de Educação, Margarida Gaigher, que representou a prefeita Délia Razuk na reunião, o município já está estudando algumas áreas na cidade, que poderão ser cedidas para a implantação da Escola Técnica Federal. Um dos locais está situado próximo a 4ª Brigada de Cavalaria Mecanizada. A prefeitura também cogitou a possibilidade de a Escola Técnica Federal ser instalada na mesma área que foi construída a Escola Agrícola, no trevo de acesso ao distrito do Panambi, onde funciona atualmente somente o Ensino Fundamental.

LIDERANÇAS 

Participaram da reunião com o deputado Marçal Filho, na tarde de sexta-feira, as seguintes pessoas: Marco Túlio Silva e Cláudio Gaiofato, da Acomac; Leonardo Cezar Garcia, coordenador do curso de Ciências Contábeis da Faculdades Anhaguera; José Carlos Brumatti, presidente do Simted; Marcos Castro, do Sebrae; Margarida Gaigher, secretária de Educação; Maurício Peralta, da Secretaria Municipal de Indústria e Comércio; Antônio Freire, presidente da Aced; Luiz Carlos Souza, chefe de Gabinete do reitor da UFGD; Zélia Nolasco, da Uems; Terezinha Basé de Lima, da Unigran; Amarildo Ricci, diretor da CDL; Paulo Vieira, diretor do Sindicato Rural de Dourados; André Luiz Melhorança, da Cooperativa MS Peixe; Valter Castro, presidente do Sindicato do Comércio Atacadista e Varejista de Dourados; além de representantes do Senai, Senac e Senat.

A audiência pública que definirá os cursos oferecidos pela Escola Técnica Federal de Dourados deverá ser prestigiada pelo secretário Nacional de Educação Profissional e Tecnológica do Ministério da Educação, professor Eliezer Moreira Pacheco, além de Marcus Aurélius Serpa, reitor do Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS). “Os cursos técnicos podem ser mais importantes do que muitos cursos universitários porque geram emprego e renda e impulsionam o desenvolvimento do município”, ressaltou o parlamentar. Marçal cita como exemplo o Senai de Dourados, onde praticamente todos os alunos conseguem emprego antes mesmo de concluir o curso profissionalizante.

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