O Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) fará terça-feira próxima, às 8 horas (horário de Mato Grosso do Sul), o lançamento oficial do Manual de Boas Práticas Agrícolas de Plantas Medicinais. A solenidade, no auditório maior do Mapa, contará com a participação dos agrônomos Marianne Christina Scheffer (da Universidade Federal do Paraná) e Cirino Corrêa Junior (da UNESP), co-autores do documento. O evento, que integra a programação da Semana Mundial de Alimentação, inclui uma palestra sobre a “Situação e Perspectivas do Mercado de Plantas Medicinais e Fitoterápicos, a cargo do professor Cirino Corrêa. Elaborado pelo Mapa com apoio da Embrapa, universidades, instituições de pesquisa, emateres e associações de agricultores, o manual contém orientações de boas práticas agrícolas, que vão do cultivo dos fitoterápicos, passando pelo manejo, qualidade genética do material, adubação, uso correto de agrotóxicos, cuidados com o solo e água, até a colheita, armazenagem, secagem, beneficiamento, embalagem e rotulagem dos produtos. Segundo a agrônoma Consolacion Udry, da Coordenação de Plantas Medicinais do Departamento de Sistemas de Produção e Sustentabilidade do Mapa, o manual é o primeiro de uma série que o ministério lançará sobre fitoterápicos com o objetivo de garantir plantas de qualidade e com índices mínimos de contaminação da matéria-prima e do produto final. Tal ação - continua Udry - se insere no Programa Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicas, cujo objetivo é fortalecer os setores de produção, processamento e comercialização dessas plantas. A iniciativa, que envolve dez ministérios, pretende também reduzir significativamente a importação de insumos, que hoje chega a 80%. “Quase a totalidade desta matéria-prima pode ser produzida aqui”, diz Udry, lembrando que cerca de 65% da população dos países em desenvolvimento utilizam plantas medicinais para prevenção e tratamento de problemas de saúde. Esse mercado - em franco crescimento nos países industrializados - já movimenta cerca de US$ 20 bilhões por ano. Só no Brasil são US$ 520 milhões. Em breve, a fitoterapia, a homeopatia e a acupuntura serão incluídas como opções terapêuticas no sistema público de saúde. Considerando que o Brasil detém 25% da biodiversidade do planeta, pode-se avaliar a dimensão do crescimento desse mercado. Integrando à Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicas, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento quer transformar o cultivo dessas variedades num negócio sustentável, com bom retorno econômico e capaz de gerar empregos em pequenas áreas de produção familiar.
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