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Manifestantes pediram agilidade sobre células-tronco

06 abril 2008 - 04h59

Cerca de 250 pessoas fizeram manifestação ontem em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF) para pedir agilidade no julgamento das pesquisas com células-tronco embrionárias. Há um mês, o julgamento foi suspenso por conta de um pedido de vista do ministro Carlos Alberto Direito. As pesquisas com células-tronco envolvem discussões sobre quando começa a vida. É questionado se o uso dessas células significará a impossibilidade delas se transformarem em vida. A coordenadora do Movimento em Prol da Vida (Movitae), Gabriela Costa, explicou que as pesquisas com células-tronco embrionárias tratam de embriões inviáveis para gerar seres humanos.
“Eles não têm as características necessárias para gerar uma vida, jamais serão inseridos no útero materno. Estamos falando de um material que hoje é descartado e queremos dar um fim nobre para esse lixo. Usar esse lixo para a pesquisa, para a busca de tratamento, a busca de cura”, disse. Gabriela lembrou que as pesquisas com células-tronco podem ajudar pessoas que sofrem de várias doenças como diabetes, leucemia, derrames e também lesões físicas irreversíveis, causadas por acidentes ou doenças genéticas.
“As células-tronco estão sendo testadas no mundo inteiro para doenças que são consideradas incuráveis”, disse ao pedir pressa na decisão do Supremo. “Estamos falando de pessoas que têm tempo de vida. A gente sabe que para as pesquisas científicas darem resultado é necessário tempo. Queremos mostrar que essas pessoas não têm tempo, elas têm pressa”, completou. O que o STF julga é uma ação direta de inconstitucionalidade feita pelo subprocurador-geral da República, Cláudio Fontelles. Ele é contra um artigo da Lei de Biossegurança que regulamenta a pesquisa com células-tronco de embriões congelados.
Fontelles alega que os embriões são considerados vida e não podem ser descartados. “No momento da fecundação, surge uma célula única que não depende da mãe nem do pai, ela própria vai se formando. Não pode eliminar essa vida que é autônoma, o útero simplesmente acolhe essa vida”, disse. Ele alertou que esse tipo de pesquisa ainda não mostrou resultados. “A pesquisa continua sendo feita há dez anos e não tem resultado nenhum. Onde podemos encontrar resultados positivos é com células-tronco adultas”, disse. Cláudio Fontelles disse que a expectativa é de que até o fim deste semestre o STF já tenha uma decisão definitiva sobre o assunto.

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