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Maluf diz: "Está menos rico" e critica "incesto" entre MP e imprensa

13 setembro 2004 - 19h23

O candidato à Prefeitura de São Paulo pelo PP, Paulo Maluf, voltou hoje a criticar os integrantes do Ministério Público que o investigam por suposto desvio de dinheiro público e afirmou que há um "casamento incestuoso entre promotores e a imprensa"."Não posso admitir que quem queira me julgar são promotores que ainda não fizeram a denúncia [acusação formal à Justiça]. Eu não posso ser acusado por um casamento incestuoso entre promotores e a imprensa", afirmou. Disse também estar "menos rico" atualmente. Em sua propaganda eleitoral na TV, ele constantemente afirma que "nasceu em família de posses". "Moro na mesma casa há 40 anos. Hoje estou menos rico do que estava antes. Quem acha que vai sair rico [da vida política], não vai." Hoje o ex-prefeito é investigado pelo Ministério Público Estadual, pelo Ministério Público Federal e pela Polícia Federal por supostos desvio de verba pública, sonegação fiscal e lavagem de dinheiro. Além das informações enviadas pelos EUA, a Suíça enviou ao Brasil cerca de 20 quilos de documentos bancários relacionados a contas atribuídas a Maluf e a seus familiares naquele país. O Ministério da Justiça do Brasil enviou pedidos de colaboração internacional aos paraísos fiscais de Luxemburgo e da ilha de Jersey, onde os Maluf têm valores bloqueados. Ao ser questionado pela primeira vez se mantinha contas no exterior, Maluf foi enfático e disse que não. No entanto, em seguida, desviou do tema e voltou a falar sobre os juros "pornográficos" do país. Ele afirmou que seus advogados não têm acesso a documentos sobre as investigações. Maluf foi novamente questionado sobre as possíveis contas no exterior e, dessa vez, classificou os trabalhos dos promotores como "um jogo que não é ético"."Estou vendo que o jogo [investigações] não é um jogo ético", disse. "Nunca tive uma condenação judicial. Gostaria de ter o direito de me defender na Justiça." O candidato do PP afirmou que a Constituição lhe dá o direito de não produzir provas contra si mesmo. "Está na Constituição que ninguém é obrigado a produzir provas contra si mesmo." Adversários Questionado o motivo pelo qual seus adversários políticos como José Serra (PSDB) e Marta Suplicy (PT) não citam as investigações contra Maluf, o candidato afirmou que a pergunta deveria ser feita aos próprios adversários. "Se outros [Serra e Marta] não me acusaram é porque são mais honestos do que parte da imprensa. Muitos repórteres não me fazem justiça. Tenho a convicção: eu sou cristão e um dia lá em cima vão me julgar", disse. "Uma forma de oração é o trabalho e ninguém ganha isso de mim. Ninguém acorda a hora que eu acordo e dorme a hora que eu durmo. Deus vai reconhecer isso. Se tivesse medo do julgamento, não seria candidato." Maluf negou que as obras da avenida Água Espraiada (atual Roberto Marinho) e do túnel Ayrton Senna, na zona sul, tenham sido superfaturadas. Ele alegou que os contratos das obras haviam sido firmados no governo Jânio Quadros e que suas contas foram aprovadas pelo TCM (Tribunal de Contas do Município. O ex-prefeito disse também que sua única condenação --na qual foi absolvido mais tarde-- foi em relação a um carro dado ao Pelé."Fui condenado por uma besteira: dar um "fusquinha" para o Pelé. E [o Fusca] não foi para a minha garagem, foi para a dele [Pelé]. Não fui condenado, fui absolvido." concluiu o candidato.

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