A força-tarefa de Cassilândia prendeu mais um servidor do município envolvido no esquema milionário de fraudes, que começou a ser desmontado no dia 11 de abril. Ontem à tarde, foi detido Jorge Yoshishilo Kobayashi, chefe da contabilidade da Prefeitura de Cassilândia, acusado de participar dos desvios. Kobayashi ainda estava pressionando os funcionários que prestaram depoimentos à polícia. Na ação, denominada "Operação Judas", foi descoberto desvio que supera a casa do milhão, segundo estimativas preliminares. Mais de meio milhão em dinheiro vivo foi apreendido na casa da tesoureira da Prefeitura.
O mandado de prisão foi expedido pelo juiz Silvio César Prado. O delegado adjunto da Polícia Civil de Cassilândia, Paulo Henrique Rosseto de Souza, explica que a detenção foi solicitada pois há indícios suficientes que comprovem a participação de Jorge Kobayashi no esquema de fraudes. Na investigação, deflagrada pelo Ministério Público Estadual (MPE) e polícias Civil e Militar, foi descoberto que os servidores de Cassilândia usavam “notas de origem duvidosa” para fraudar licitações e outros contratos da prefeitura.
O delegado explicou ainda que Kobayashi fez algumas reuniões com servidores da prefeitura de Cassilândia, orientando os funcionários sobre como deveriam proceder caso fossem convocados a prestar depoimento. Rosseto disse que os servidores que depuseram foram chamados pelo chefe de contabilidade que queria saber exatamento o que foi falado em depoimento.
Até agora, sete pessoas foram detidas, entre elas, seis servidores. No dia 11 de abril, foram presos os funcionários da prefeitura Luceni Quintina Correia, Ana Regina Arantes, Ivete Vargas de Souza e o ex-secretário de Finanças de Cassilândia, Waldimiro José Cotrim, que pediu afastamento há cerca de duas semanas. Também foi detido o marido de Luceni, Eugênio Luiz Azambuja. No dia 13, a força-tarefa prendeu Orange Resende e Silva, tesoureiro da prefeitura de Cassilândia.
Já foram encontrados R$ 584 mil em dinheiro e cheques na casa de Luceni Quintina. O Ministério Público Estadual (MPE) e as polícais Civil e Militar, que compõem a força-tarefa que investiga o caso já calculam que a fraude ultrapasse milhões.
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