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Mais de 45 países apóiam criação da Onuma

03 fevereiro 2007 - 16h28

Mais de 45 países dos cinco continentes se uniram hoje no "Chamado de Paris", a favor de uma mobilização internacional "contra a crise ecológica", e pela criação da Organização das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Onuma).

"Hoje sabemos que a humanidade está destruindo, a uma velocidade aterrorizadora, os recursos e equilíbrios que permitiram seu desenvolvimento, e que determinam seu futuro. Chegou o momento de sermos lúcidos. De reconhecer que chegamos ao limite do irreversível, do irreparável", afirmam na declaração final da conferência de Paris.

O chamado solene por "uma grande mobilização internacional contra a crise ecológica e em prol de um crescimento que respeite o meio ambiente" foi lido pelo anfitrião da conferência e presidente da França, Jacques Chirac, em sua residência no Palácio do Eliseu, diante de cerca de 200 participantes da reunião (funcionários, empresários e especialistas de mais de 50 países).

Quarenta e seis países e a Comissão Européia formam o "grupo pioneiro", constituído para promover a criação da Onuma, e que fará sua primeira reunião no Marrocos.

Neste "clube de amigos" estão quase todos os países da União Européia, além de nações da América Latina (Chile, Costa Rica, Equador e Guatemala), da África, da Ásia e da Oceania. O grupo, no entanto, não conta com a presença de grandes potências emergentes como Brasil, China e Índia.

Entre os grandes ausentes também estão os Estados Unidos, cujo presidente, George W. Bush, rejeitou o Protocolo de Kyoto para a redução de emissões de gases causadoras do aquecimento global.

A conferência começou na sexta-feira, sob a advertência lançada no mesmo dia pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), com as novas projeções da alta das temperaturas e do nível dos mares ao longo do século.

"Conscientes do custo da inação, nos comprometemos, cada um em seu âmbito, a fazer da preocupação pelo meio ambiente o centro de nossas decisões e iniciativas e a tomar as medidas indispensáveis para acabar com os perigos que ameaçam a sobrevivência da Humanidade", diz o chamado.

Além de pressionar pela criação da Onuma, "uma autêntica organização internacional de composição universal", que substituiria o atual Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), os signatários pediram uma Declaração Universal dos Direitos e Deveres Ambientais.

Uma carta que garanta às gerações presentes e futuras "um novo direito humano": "a um entorno são e preservado".

Os autores do "chamado" se comprometem a optar por um "crescimento ecológico", rejeitando o modelo "baseado no desperdício desenfreado de recursos naturais e na poluição", e a integrar os custos ambientais nos sistemas econômicos.

"Nesta responsabilidade coletiva, o esforço deve ser dividido eqüitativamente entre os países mais ricos, os países emergentes e os países menos desenvolvidos", asseguraram, pedindo mais trocas tecnológicas e financeiras, e mecanismos de financiamento inovadores que ajudem os mais pobres.

Ao chamar todos os países, "sem exceções", a unir-se a esta luta, Chirac reconheceu que ainda há "muito a ser feito" para convencer todos os países ricos e grandes emergentes.

"Fechados em uma espécie de mito liberal, os países ricos se recusam a aceitar as conseqüências dos seus atos", disse, em uma velada alusão aos EUA. Ele assinalou ainda que os grandes países emergentes "não querem limitações", em seu ímpeto de recuperar seu atraso.

Chirac também denunciou que os tipos de taxa mundial apresentados para triplicar a ajuda ao desenvolvimento, e assim cumprir os Objetivos do Milênio, enfrentaram a hostilidade dos que "pensam que os princípios do liberalismo são intocáveis".

"É um erro fundamental", afirmou.

Segundo ele, a gestão de água - dentre outros desafios abordados na conferência - "não será resolvida" se a ajuda ao desenvolvimento não triplicar com mecanismos de financiamento inovadores.

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