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Maioria dos EUA aprova presidente negro ou mulher

04 abril 2008 - 11h14

O número de norte-americanos que afirma que o país está "preparado" para um presidente negro é maior do que o número que diz que os EUA estão "prontos" para uma presidente mulher, segundo pesquisa divulgada nesta quinta-feira (3) pela CNN.
Entre os mais de 2.000 entrevistados, 76% afirmaram que o país está pronto para ser governado por um presidente negro, e 63% disseram o mesmo sobre uma presidente mulher. As duas porcentagens aumentaram significativamente desde dezembro de 2006.
Mesmo que a pesquisa não tenha perguntado diretamente em quem os entrevistados votariam e não tenha citado o nome de nenhum pré-candidato, o diretor de pesquisas da CNN, Keating Holland, atribuiu os números ao sucesso do senador Barack Obama nas primárias democratas.
"Nós não fazemos a pergunta em um vácuo. Em muitos casos, os entrevistados devem ter Obama em suas cabeças quando respondem, mesmo que ele não seja mencionado durante a pesquisa", afirmou Holland.
A pesquisa também indicou que mais brancos do que negros pensam que o país está pronto para ter um presidente afro-descendente. Entre os brancos, 78% dos entrevistados responderam que sim, contra 69% dos negros.
"Considerando suas experiências de vida, os negros são um pouco mais céticos do que os brancos. Mas os negros também passaram a acreditar [na vitória de um presidente afro-descendente], principalmente após as primárias de Iowa, que demostraram que Obama poderia vencer com um grande apoio do eleitorado branco", disse Bill Schneider, analista político da CNN.
A pesquisa foi realizada por uma parceria entre CNN, Essence Magazine e Opinion Research Corporation, entre os dias 26 de março e 2 de abril. Mais de 2.000 eleitores foram entrevistados por telefone, entre eles 1.014 negros e 1.001 brancos. A margem de erro é de 3 pontos percentuais.
Martin Luther King Jr.
Os resultados da pesquisa foram divulgados nesta quinta-feira (3), véspera do 40º aniversário de assassinato do reverendo e líder negro Martin Luther King Jr.
Os entrevistados também foram questionados se eles acreditavam que os EUA cumprem a visão divulgada por King em seu discurso histórico de 1963, em Washington, conhecido como "I have a dream" ("Eu tenho um sonho").
"Sonho que um dia em Alabama, com seus ferozes racistas, (...) os meninos negros e as meninas negras possam dar as mãos para as crianças brancas como irmãos e irmãs", afirmou King.
De acordo com a pesquisa, 34% disseram que sim, 41% disseram que não mas ainda acreditam em uma mudança e 19% disseram que não, e que isso seria "impossível".

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