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Máfia das Funerárias vende corpo por R$ 1,8 mil

13 maio 2006 - 12h59

Duas pessoas foram presas em flagrante por vender corpos no Rio de Janeiro. Elas iriam receber a segunda parcela dos R$ 1,8 mil em um bar na Praça da Cruz Vermelha, próximo ao Instituto Médico Legal (IML), quando foram flagrados pela polícia. Esta quantia total é referente à venda da documentação completa de um dos mortos (óbito, traslado do corpo e guia de sepultamento). Segundo reportagem do jornal O Dia, a quadrilha vendia corpos com atestado de óbito, certidão em cartório e enterro em um dos 13 cemitérios do Rio. O custo inicial é de R$ 3 mil, mas pode-se barganhar e levar por R$ 1,8 mil. Este serviço da "Máfia das Funerárias" serve para estelionatários do golpe do seguro e famílias interessadas em acelerar heranças ou pensões do INSS nos casos de desaparecidos. Os bandidos agiam no Instituto Médico-Legal (IML) do Rio, onde vendiam corpos com atestados de óbito oficiais. A quadrilha foi desvendada nesta sexta, após ser investigada por quatro dias pela equipe da reportagem, o que levou a Corregedoria da Polícia Civil a prender os meliantes. "Vovó" na máfia Uma das integrantes da máfia é Maria Teresa da Costa Habib, 66 anos, uma "vovó" comum e dona de boa conversa. Ágil e hábil, quarta-feira não perdeu tempo ao ver o desespero de M., 27 anos, que, sem conseguir localizar o corpo do irmão G., 30, desaparecido desde novembro, temia perder a herança de três imóveis (avaliados em R$ 200 mil). Era a senha que tanto queria. Puxou conversa e anunciou a solução: bastavam R$ 3 mil e ela receberia o kit enterro (um corpo, atestado de óbito no nome do irmão, guia de sepultamento e certidão registrada em cartório). As negociações foram iniciadas nos corredores do IML e logo após M. ver e rever dezenas de imagens gravadas de corpos de indigentes (vítimas sem reconhecimento) à procura do irmão. "Se você quiser resolver este problema, a gente dá um jeito", avisou a "vovó". Ela só desconhecia que a reportagem gravava as negociações, que resultaram em quase três horas de conversas e foram levadas para a Corregedoria. Legista envolvido Em todos os momentos, Maria Teresa mostrou intimidade com a estrutura que oficializa o óbito e libera os corpos no Rio. "Está tudo certo. Pode deixar comigo, é tudo perfeito. O legista leva também. É 70% para ele e 30% para mim. Vou entregar a parte do legista hoje, para ele assinar logo", apressou-se ela, quinta-feira, ao receber a "entrada". Avisada pela reportagem do crime, a Corregedoria da Polícia Civil montou operação com seis policiais infiltrados no local de encontro. Ontem, quando recebia a segunda parcela e entregava o atestado de óbito, Maria Teresa foi presa e denunciou outros dois envolvidos. As informações são do site de notícias da Redação Terra.

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