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Mãe sonha com justiça no Rio de Janeiro

10 junho 2004 - 14h13

Ela quer processar estado e deseja ver os PMs que atiraram contra seu filho atrás das grades Em estado de choque desde que o filho, o estudante de pós-graduação da PUC Cristiano Rispoli Barros, 25 anos, foi morto por policiais militares na noite de sábado no Engenho Novo, Lucilene Rispoli Barros, 54, diz que vai entrar na Justiça contra o estado. Além disso, ela promete se empenhar para colocar os assassinos atrás das grades. “Quero Justiça. Como pode alguém que deveria nos resguardar tirar a vida de um jovem inocente, com um futuro brilhante para seguir?”, questiona a mãe. O pai do jovem, Jair Mattos Barros, 59, é taxativo: “Mesmo que sejam expulsos da corporação, os PMs vão continuar na criminalidade. Não adianta o secretário Garotinho dizer que vai contratar 800 soldados, se são despreparados”, afirma. Jair e Lucilene têm vontade de deixar o Rio. “Eu e meu filho (Leandro) trabalhamos na cidade. No entanto, penso em abandonar tudo e me isolar, para escapar da violência”, contou Jair. Ele disse ainda que já tomava medidas de segurança preventiva. “Só saía de casa para trabalhar. Chego às 19h e não saio mais”. Os pais de Cristiano, que desde a morte do filho estão em Paraíba do Sul, voltam ao Rio domingo, para a missa em homenagem ao filho na Igreja São Francisco Xavier, na Tijuca.O titular da 25ª DP (Rocha), delegado Gilberto Dias, afirmou que aguarda a conclusão dos laudos da perícia para decidir se pedirá a prisão dos PMs que dispararam contra o carro de Cristiano, Cléber Adriano Porto de Oliveira e Anderson do Nascimento Seixas. Gilberto Dias espera identificar através dos laudos a localização exata da vítima, já que só há marcas de tiros no lado direito do carro e o estudante foi atingido de frente, na testa. “Mas a janela do lado do motorista estava aberta”, completou. Em depoimento, irmão que vítima tivesse armas Os PMs alegaram ter atirado no estudante após ouvir estampidos vindos do carro de Cristiano. Eles disseram ainda ter encontrado um revólver no carro do rapaz. Ontem, o irmão de Cristiano, Leandro, prestou depoimento e garantiu que Cristiano não possuía armas. Em nota oficial, o advogado dos policiais, Marcos Spínola, afirma que há falhas na perícia e nos exames toxicológico, residual e químico, feitos pelo Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE) e pelo Instituto Médico Legal (IML). No entanto, ele se nega a apontar as falhas. Spínola disse ainda que há contradições nos depoimentos da namorada do estudante, Viviane Medeiros, 26, e da amiga Kátia Freitas Moreira, que estava no banco de trás na hora dos disparos. Segundo ele, as duas não estavam no local do crime.Lucilene defende Viviane: “Ela sempre foi como uma filha. Adorava o Cristiano. Já pedi para que ela venha me visitar, para que eu possa matar a saudade dele. Ganhei uma filha”.

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