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Lula volta a criticar protecionismo de países ricos

27 outubro 2003 - 16h09

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a defender hoje a reconstrução da Organização das Nações Unidas (ONU) de maneira adequada à realidade atual. Ao abrir o 22° Congresso da Internacional Socialista, o presidente disse que a reconstrução da ONU é fundamental para que se alcance a igualdade social no mundo. O encontro vai até quarta-feira (29), na capital paulista.Segundo o presidente, para que o mundo seja mais solidário, democrático e menos desigual, é preciso adotar novas políticas para as relações econômicas, comerciais e culturais internacionais. “Há economias que pregam o livre comércio, mas praticam intensamente o protecionismo. Querem tarifa zero nas relações comerciais, mas não abrem mão de subsídios, que hoje alcançam US$ 1 bilhão por dia. Querem liberalizar serviços, investimentos, propriedade intelectual e compras governamentais, mas utilizam cotas e medidas antidumping para proteger setores ineficientes de suas economias”, disse Lula. O governo brasileiro tem procurado desenvolver uma agenda positiva para a Área de Livre Comércio das Américas (Alca), afirmou Lula. “Em todos esses encontros, defendemos apenas o interesse nacional, nas políticas acordadas no âmbito do Mercosul e em outros foros criados pelos países em desenvolvimento", ressaltou. O Brasil tem governo e quer, como outros países, uma ordem econômica mundial mais justa e equilibrada, com igualdade de oportunidade para todos, afirmou.Aproveitando a oportunidade para responder às críticas a seu governo, o presidente disse que “governar não é uma corrida de 100 metros para se resolver tudo em 10 segundos”, mas uma “maratona”, que deve reunir ações tomadas com calma e outras mais rapidamente. Ele voltou a dizer que não pode errar nos quatro anos de mandato. “Se eu errar, a frustração será muito grande, dentro e fora do Brasil”, disse Lula, ressaltando que dará os passos necessários para que isso não ocorra. O presidente lembrou que, há exatamente um ano, foi eleito presidente da República. Segundo ele, “não foi vitória de um homem, mas de um movimento de massa que soube juntar, por 30 anos, o que pensam os maiores grupos e a própria sociedade”. Lula criticou os líderes que, ao deixarem o governo, passam a morar no exterior e garantiu que, quando deixar o Palácio do Planalto, vai continuar vivendo no Brasil, em São Bernardo do Campo, porque seu apartamento fica a 600 metros do Sindicato dos Metalúrgicos, lugar de onde ele se projetou para todo o mundo.

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