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Lula minimiza atritos com Argentina na cúpula

11 maio 2005 - 15h13

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva minimizou hoje os atritos comerciais entre o Brasil e a Argentina e ausência de Néstor Kirchner no último dia da Cúpula América do Sul - Países Árabes, em Brasília. Lula respondeu, durante entrevista coletiva, que o presidente argentino partiu após o fim da reunião de ontem. "Não entendo a descoberta da saída precoce do Kirchner. Ele e outras pessoas foram embora quando a reunião terminou. Hoje ficamos aqui só para aprovar a declaração, com presença de representantes argentinos. O Kirchner participou da reunião como todos os outros e mais um pouco", defendeu Lula. O presidente ainda afirmou que não há tensão entre os dois países apesar da existência de alguns problemas. "Tanto eu como o Kirchner temos consciência da problemática das relações Argentina - Brasil", respondeu ao jornalista brasileiro que questionou o esvaziamento do encontro com a saída de Kirchner. "O que queremos para o Brasil, queremos para a Argentina. São países que se precisam", terminou Lula. O presidente brasileiro foi o mais requisitado pelos jornalistas presentes na entrevista coletiva, onde também estavam o presidente do Peru, Alejandro Toledo, o presidente da Argélia, Abdelaziz Bouteflika, e o secretário-geral da Liga Árabe, Amre Moussa (Argélia). Lula foi questionado sobre qual sua definição de terrorismo, já que o documento final da cúpula, a Declaração de Brasília, afirma que rejeita todos os tipos de terrorismo. O presidente brasileiro defendeu que a declaração seria antidemocrática se tivesse uma definição única do que é terrorismo. "Por isso estamos lutando na ONU para que a definição de terrorismo não seja autoritária e unilateral". "Nosso documento traduz aquilo que todos que defendem a democracia acreditam", respondeu ele. "Paz é um jogo de xadrex"Durante a cerimônia de encerramento da cúpula, Lula disse que a paz é como um jogo de xadrez, por ambos serem um jogo de paciência. "Assim como temos pressa em conquistar a paz, temos que ter paciência para construir as oportunidades políticas para conquistá-la". Com essa analogia, Lula também aproveitou para desejar ao Iraque e à comunidade palestina muita sorte. "O Brasil foi daqueles países que contestaram a ocupação no Iraque, porque entendi que era preciso negociar mais. Agora queremos que o povo iraquiano tenha condições de reconstruir o seu país, a democracia e o desenvolvimento. Assim, como outros povos, o povo iraquiano tem o direito de construir a felicidade no próprio país". O presidente também disse que ficou impressionado com a sabedoria do presidente da comunidade palestina e pela sua tranqüilidade - o que Lula defende para a conquista da paz. O presidente reforçou a questão da paz e da democracia para o desenvolvimento dos países dessas duas regiões. "O ser humano é muito inteligente para aprender que a paz é a única coisa para permitir a construção de um mundo harmonioso, democrático e justo". "Muitas vezes, ficamos ansiosos, pois nos encontramos tão pouco. Quando nos reunimoss, muitas vezes cobramos de nós mesmos, coisas que nós sabemos ser impossível de ser feitas num reduzido espaço de tempo". Lula disse que a Cúpula tem o sabor da construção de um alicerce. "Não de um alicerce qualquer que dará sustentação a uma casa sólida, mas de um alicerce muito forte para dar sustentação ao monumento de relações internacionais que acabamos de construir com a Declaração de Brasília. Eu acredito que muito mais, que as perspectivas comerciais e imediatas, o mais importante foi que nós nos conhecemos. Foi que nós podemos perceber o quanto somos parecidos. O quanto temos interesses comuns". De acordo com Lula, a Cúpula é início de um novo momento histórico nas relações entre a América do Sul e os Países Árabes. Ou seja, uma junção dos países que têm similaridades. "Dos que tem algo entre si para trocar, sem que seja uma mera exploração - num comércio de mão de duas vias". Segundo o presidente, o equilíbrio é a única possibilidade que todos os países cresçam juntos. "Porque se só alguns crescerem, essa árvore poderá ser muito alta, mas seus galhos serão frágeis e poderão quebrar com a falta de democracia".

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