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Lula garante a execução do projeto Trem do Pantanal

18 março 2004 - 10h14

O governador Zeca do PT encerrou ontem a maratona de audiências em Brasília animado com os sinais dados pelo governo federal para viabilizar as obras de recuperação do trecho ferroviário Bauru/Corumbá, a primeira etapa da implantação das rotas bioceânicas e a materialização do Trem do Pantanal, um dos projetos estratégicos de seu governo. “As obras físicas de recuperação do trecho deverão ser lançadas no início de abril e concluídas em outubro deste ano”, disse o governador, depois de audiência com o ministro da Coordenação Política e Assuntos Institucionais do governo federal, Aldo Rebelo. O ministro ficou de articular a equação financeira junto com seus colegas Antônio Palocci (Fazenda), Amir Lando (Previdência) e Alfredo Nascimento (Transportes) para, na semana que vem, definir o calendário das obras. São necessários investimentos da ordem de R$ 80 milhões para a recuperação completa do trecho destinado a restabelecer o transporte de carga e de passageiro.O governo trabalha com a possibilidade de lançar, ao mesmo tempo, oito frentes de trabalho, que atuarão na recuperação da linha ferroviária em todo o trajeto entre Bauru (SP) e Corumbá. Se o calendário for cumprido, o governo federal concluiria, até outubro, o trecho brasileiro necessário à implantação da obra que promoverá a integração dos países da América do Sul, através da ligação ferroviária Santos/Antofagasta (Chile), e criará a tão sonhada ligação com o mercado asiático através do Pacífico. Na mesma data, Zeca do PT cumpriria uma das metas estratégicas de seu segundo mandato, entregando à população uma obra que, segundo o governador, criará um novo conceito de turismo no Estado e no país. O Trem do Pantanal será o suporte para o turismo contemplativo, unindo a visão da exuberância natural da maior planície alagada do mundo, ao conforto e ao consumo de uma culinária regional. O sinal mais concreto que o projeto está prestes a se materializar foi dado ao governador na terça-feira à noite, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, logo depois da reunião dos governadores do Codesul, no Palácio do Planalto. “Zeca, o teu trem vai sair”, disse o presidente, numa conversa informal com o governador. Num discurso inflamado, um dia antes, durante a posse do novo ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, onde voltou a defender a recuperação de toda a malha ferroviária federal e a ligação bioceânica, Lula já havia tocado no assunto, lembrando que esta tem sido uma insistente luta do governador Zeca do PT. “Nós temos uma estrada de ferro que liga Santos a Corumbá e que, portanto, liga Santos à Bolívia. O mais grave é que a estrada da Bolívia está pronta, na Argentina está pronta, no Chile está pronta até o Porto de Antofagasta, e o nosso pedaço, aqui dentro, que custa apenas 80 milhões de reais, está paralisado há muito tempo. E nós vamos Ter que fazer com que essa ferrovia volte a funcionar. O problema não é muito custoso, trata-se apenas do conserto dos dormentes e de alguns trilhos que se estragaram ao longo do tempo”.Ontem, o governador ouviu do diretor geral da Agência Nacional de Transportes Terrestes (ANTT), Luiz Alexandre Nogueira de Rezende, que a forma jurídica para que o Trem do Pantanal possa funcionar está pronta: será uma autorização, que a ANTT dará ao governo de Mato Grosso do Sul que, por sua vez, repassará a exploração para a iniciativa privada. A autorização, uma forma jurídica, prevista em resolução da agência, será anunciada oficialmente no dia 2 de abril, durante a visita do presidente Lula a Três Lagoas, para inauguração da termelétrica.À tarde, com o ministro Aldo Rebelo, o governador voltou a discutir o assunto e colocou o ministro à par do trabalho que vem sendo feito pelo governo para viabilizar a obra. O ministro garantiu que já estuda as fontes de recursos para levantar o dinheiro necessário à restauração da rede ferroviária e disse que no próximo encontro, provavelmente na semana que vem, deverá dar a posição do governo federal pelo início das obras. Faltam detalhes sobre a equação financeira. O encontro deverá reunir também os representantes da Brasil Ferrovias e da Construtora Odebrechet, que deverá executar as obras de restauração.  

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