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Lula faz reunião emergencial para controlar CPI

29 maio 2005 - 11h48

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva convocou reunião de emergência hoje à noite na Granja do Torto com alguns ministros e aliados. Vai tratar da CPI dos Correios e da estratégia a ser adotada diante da crise política em que mergulhou seu governo.Lula encontra na volta de sua viagem ao Japão um cenário deteriorado, mais delicado do que há uma semana. O presidente deixou o país na esperança de que uma operação abafa evitasse a criação da CPI. Não deu certo. Agora, terá de decidir entre tentar controlar a comissão, interferindo como for possível em seu funcionamento, ou radicalizar e não dar quorum para que a CPI funcione. Ambas as opções embutem riscos e desgastes de difícil cálculo.O presidente, que terminou ontem em Nagóia (Japão) seu giro de seis dias pela Ásia, manteve-se informado o tempo todo por telefone dos desdobramentos políticos que resultaram na criação da CPI. Sua chegada a Brasília estava prevista para as 7h30 de hoje. A reunião de emergência está prevista para a noite, mas ainda pode vir a ser desmarcada devido ao vazamento de que se realizaria. Lula já cancelou encontros desse tipo quando foram descobertos antes de serem realizados.Além da CPI dos Correios, avolumaram-se indícios de que em outras estatais, como IRB (Instituto de Resseguros do Brasil), Furnas, Infraero e Eletronuclear, há loteamento político de cargos, tráfico de influência e favorecimentos de aliados do governo.A revista "Veja" desta semana mostra como o corretor de seguros Henrique Brandão, amigo íntimo do líder do PTB na Câmara, deputado Roberto Jefferson (RJ), foi beneficiado por contratos milionários a partir de indicações das diretorias da Infraero e de Furnas junto ao IRB. O mesmo esquema de tráfico havia sido revelado na quinta-feira pela Folha em relação à Eletronuclear.A revista "Veja" traz ainda o depoimento do senador Fernando Bezerra (PTB-RN), líder do governo no Congresso, segundo o qual uma indicação sua para uma diretoria estratégica dos Correios não foi consumada porque o PT, detentor da vaga, tinha interesse em preservá-la até o desfecho de uma licitação graúda da qual participa a Novadata --empresa de Mauro Dutra, velho amigo de Lula. O caso já havia sido revelado pelo Painel da Folha na terça-feira da semana passada.

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