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POLÍTICA

Lula fala em “elite vira lata” e diz ter sido quem mais investiu em MS

Lula fala de investimentos em MS e em “elite vira lata”

29 novembro 2017 - 17h50Por Gizele Almeida

O ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva concedeu nesta quinta-feira (29), entrevista à rádio Capital 95,9 FM, ao jornalista Joel Silva e falou sobre vários assuntos polêmicos. A investigação Lava-Jato que envolve seu nome, os levantamentos do Ministério Público foram pontuados por ele como “mentirosos”. 


Lula explanou ainda sobre o “rancor” presente na política atualmente, o que para ele precisa ser quebrado e disse que para 2018 vai buscar um debate civilizado, maduro, discutindo programas para o Brasil. 
O líder político do PT (Partido dos Trabalhadores) afirmou veemente que Mato Grosso do Sul recebeu maior quantidade de recursos federais quando ele esteve a frente da presidência, com ênfase em “apartidarismo” quanto a este fato. 


A derrubada de Dilma da presidência, é para ele um fato que “rasgou a constituição” e também foi comentado na entrevista. 


Lula destacou ações frente ao país nos oito anos de Governo e disse que caso retorne a presidência investirá principalmente na educação, em ações para amenizar conflitos por terra entre índios fazendeiros e movimentos sem-terra, oportunidade de emprego e garantia da aposentadoria aos trabalhadores.


Veja trechos da entrevista de Lula sobre alguns tópicos: 

- Brigas políticas: 

Lula – Vejo que a política está muito rancorosa. Penso que temos um problema sério na política que foi um pouco resultado do ensaio do golpe dado contra a presidenta Dilma que começou mais fulminante em 2013 com as manifestações e terminou com uma campanha da presidenta Dilma em que o candidato do PSDB fez uma campanha de disseminação do ódio, do ranço, preconceito e que isso continua até agora. Um país não pode viver num clima tenso, pesado, clima de preconceito como está vivendo, é preciso voltar a se discutir a relação política de forma civilizada em que o fato das pessoas pertencerem a partidos diferentes não signifiquem que tenham que ser inimigas, podem ser apenas adversárias e eu tenho experiência nisso, pois, fui presidente oito anos e duvido que tenha um prefeito, governador, deputado nesse país que diga que tratei de forma diferenciada por não pertencer a meu partido. Eu tinha consciência de que eu tinha sido eleito presidente para governar para todos os brasileiros e dentre esses eu tinha que ter opção para aqueles que mais necessitam do poder público e do Estado que são as pessoas trabalhadoras, as pessoas mais pobres, que mais necessitam de saúde, de educação, de transferência de renda e o país viver um clima de harmonia. Eu digo sempre, pois no período em que fui presidente foi o período que menos houve greve no setor privado, menos houve greve no setor público, menos houve invasão de terra tanto no campo quanto urbana e menos houve violência contra o índio e contra o negro neste país. Um pouco chateado com o clima que o Brasil vive e espero que a gente possa durante os debates da campanha em 2018 criar um clima de disputa eleitoral em que o resultado seja o crescimento deste país, a recuperação da autoestima do país e a melhoria da economia. Vou tentar colocar em prática o que já colocamos uma vez, com um debate civilizado, maduro, discutindo programas para o Brasil e acho que nós devemos recuperar as boas maneiras neste país, sem preconceito, sem ranço, sem ódio. Colocar esperança na urna, harmonizar esse país, aprender a viver com as nossas diferenças e entender que democracia é muito importante para  construir esse país. 

- Investigação Lava-Jato 

Não assisti o filme que a Polícia Federal fez da Lava Jato até porquê quando sei que a história tem mais mentira do que verdade sobretudo quando fala de mim, eu prefiro evitar de ter azia que eles querem que eu tenha vendo bobagens e mentiras. 
Posso afirmar que 90% do que tem facilitado o MP e a PF apurar a corrupção nesse país se deve as mudanças que Lula e Dilma fizeram nesses 12 anos do PT a frente do país, por viabilização de  instrumentos, da delação premiada, da autonomia dada ao Ministério Público, esses são alguns exemplos. 
Estou disposto a enfrentar os processos. No meu caso o MP mentiu, a PF está mentindo e as decisões do Moro são decisões eminentemente políticas, estou convencido que o Moro não tem como me absolver pois ele está compromissado com sua tese de que quem condena políticos, condena na verdade aqueles que a imprensa massacrar antes. Como eu não tenho medo da imprensa e posso te dizer muito a vontade que a Polícia Federal foi na casa de Sérgio Cabral e encontrou coisa, do Gedel e encontrou coisa, deve ter ido na casa de gente no Mato Grosso do Sul e encontrado coisa, enfim, e eles foram em mais de 10 policiais na minha casa, levantaram o meu colchão, abriram tampa de fogão, televisão e não encontraram nada. Fico indignado é que por não terem encontrado nada, deveriam ter pedido desculpas a mim e ao povo brasileiro pela desculpa que me fizeram passar. 

-Críticas ao juiz Sérgio Moro

Segunda coisa, esse comportamento do Moro é muito engraçado, pegar o caso do Triplex, lá do Guarujá. Ele me julga por um processo me condena a 9 anos e meio e manda eu devolver R$ 10 mi. Ao mesmo tempo quando entramos com recurso, ele diz que nunca disse que o apartamento é meu, nunca disse que tinha dinheiro da Petrobrás, mas me condenou, ou seja, em um processo ninguém me acusou e ele não me absolveu porque certamente a Rede Globo de Televisão não ia gostar da minha absolvição. Depois de investigarem três anos, quebrarem sigilo telefônico, investigarem eu e a Dilma não encontraram um centavo irregular, ou seja, essa gente precisa ter coragem de ir a público pedir desculpas. 
Se estão acostumados a político que rouba e depois vai fazer delação pra ficar com metade do roubo, eles encontraram um político diferente. Eu não roubei e acho que alguém só deve ser preso se tiver prova concreta. Se tem um brasileiro tranquilo com um monte de denúncias nas costas sou eu e estou disposto a enfrenta-las porque o Ministério Público da Lava Jato mentiu a meu respeito e quero enfrentá-los de cabeça erguida.  

Sabem que estão cumprindo uma tarefa política que é evitar que o Lula seja candidato. Eles sabem que como deram o golpe na Dilma não tem sentido deixar o Lula voltar, então vamos criar confusão para o Lula e estou disposto a enfrentar a confusão. O dia que apresentarem uma prova qualquer contra mim eu pedirei desculpas, mas enquanto não encontrarem eles tem que pedir desculpas a mim. 

- Investimentos apontados em seu governo e crítica a “elite” 

No Brasil temos uma questão de classe social cada vez mais visível, temos uma questão de elite retrógrada, uma parcela da elite que tem complexo de vira lata e que não aceita que um trabalhador que não tem um diploma universitário como eu, possa ter governado o Brasil e ter feito mais que todos os diplomatas que governaram o Brasil juntos. Foi no meu governo que geramos mais de 20 mi de empregos, empregada doméstica tratada como cidadã, tiramos milhões de pessoas da fome, os pobres puderam andar de avião e em shopping center, pessoas se sentiram no direito de ser cidadão, o MS recebeu a maior quantidade de dinheiro da história para o Estado. Parte de grande obras de Campo Grande,foi feita com dinheiro do Governo Federal, no meu governo quando o prefeito era do PTB, uma demonstração de que eu não tinha preconceito partidário. No meu governo, o país tinha auto estima e era respeitado internacionalmente. 

Outro ponto é que o Congresso Nacional sabe que rasgou a constituição tirando a Dilma da presidência e elegendo o golpista Temer para governar o país. 

 

-Sobre o que continuar a fazer no comando do páis 

 

Continuar a fazer investimento na educação pois é o maior investimento que se pode fazer, não tem no planeta terra, nenhum país que ficou rico com analfabetos, primeiro se tem que investir na educação, segundo nenhum país se desenvolveu se você tiver fazendeiro que sem-terra e índio você tem que matar, política agrícola para ajudar o pequeno e médio produtor, emprego com carteira assinada que as pessoas sejam respeitadas, direito a aposentadoria aos trabalhadores, sei o que vou fazer, tenho a experiência, vou mandar para o Congresso Nacional a regulação dos meios de comunicação, democratizar os meios de comunicação para que algumas famílias não sejam donas de tudo, entre outras ações e vamos fazer muita coisa boa nesse país. 
 

 

 

 

 

 

 

 

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