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Lula diz que não participará de campanha onde houver palanque duplo

19 fevereiro 2010 - 16h45

No tudo ou nada em busca de uma aliança nacional com o PMDB, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deixou claro que está disposto a não apoiar até mesmo o PT nas disputas aos governos estaduais caso o seu partido force uma divisão nos palanques regionais, o que prejudicaria diretamente a campanha presidencial da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. Após evento ao lado do governador do Mato Grosso do Sul, o peedemebista André Puccinelli, e do ex-governador do estado, José Orcírio Miranda dos Santos, o Zeca do PT, Lula deixou claro que não participará de campanha em estados como Rio Grande do Sul, Pernambuco, Santa Catarina e onde mais não se repetir a possível aliança com o PMDB.

- A gente tem que resolver o problema nacional, depois os estados. Mas se em algum estado não tiver possibilidade de construir uma aliança, o que vai acontecer é que o presidente da República não participará da campanha naquele estado - disse ele, após uma visita à fábrica de celulose da Fíbria/Votorantim, em Três Lagoas (MS).

- Não acredito muito na história de dois palanques - reiterou Lula, fazendo ainda um apelo a lideranças locais do PT: - Gastem os argumentos que tiverem que gastar para que possamos fazer uma aliança em todos os estados.

Sobre a especulação de que o vice-governador do Distrito Federal, Paulo Octávio (DEM), teria permanecido no cargo a pedido do governo federal, Lula desmentiu a informação:

- Ele já fez um desmentido. O problema é que quando vocês estabelecem uma nota, vocês não querem mudar. O que eu disse foi que o governo não podia tomar nenhuma decisão enquanto a Suprema Corte não decidisse o que vai acontecer com Brasília. Essa é a lógica. A Suprema Corte é que está com autoridade para dizer se vai ter ou não intervenção.

Indagado se era a favor ou contra a intervenção, disse:

- Não existe vontade pessoal do presidente. E se ele (o próprio presidente) não der opinião, melhor ainda.

Depois de um discurso em que falou sobre a forma como o Brasil enfrentou a crise econômica do ano passado, com destaque à possibilidade de geração de empregos, fim da dívida com o FMI e o reflexo na auto-estima do brasileiro, o presidente respondeu sobre a informação de que ainda não havia respondido ao questionário sobre o mensalão, encaminhado pelo Superior Tribunal Federal (STF).

- Isso é a Advocacia Geral da União que recebe, é o meu advogado. Quando ele preparar, a resposta estará lá. É a contribuição que queremos dar para o processo - disse ele.

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