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Lula diz que crise nos EUA parece uma CPI, com novidades todo dia

01 abril 2008 - 11h07

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comparou nesta terça-feira a crise econômica dos Estados Unidos com uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito), na qual surge um fato novo a cada dia. Segundo o presidente, a crise norte-americana preocupa porque se houver uma recessão prolongada, poderá causar reflexos no cenário internacional, e o Brasil não ficará imune.
"A crise [norte] americana preocupa porque nós sabemos que se houver uma recessão prolongada nos EUA, pode ter reflexos no comércio mundial e o Brasil certamente não ficará imune', afirmou Lula durante reunião do conselhão (Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social), no Palácio do Planalto.
"Esta crise é como se fosse uma CPI, todo dia aparece uma coisa. Ainda não temos um dado completo sobre a crise. É grave por conta dos bancos centrais europeus tendo que enxertar dinheiro", afirmou o presidente.
Bem-humorado, Lula sugeriu que se acompanha os desdobramentos de forma atenta, lembrando que o "chamado mundo desenvolvido tem motriz", mas os outros países [em desenvolvimento] estariam em uma situação melhor do que o quadro de 1929, quando houve a grande crise.
"Nós nem vamos comer muitas bacias de jabuticaba nem só caroços. Vamos continuar acompanhando [a crise econômica dos Estados Unidos]", afirmou o presidente. "A diferença e de outras crises que teve repercussões em outros países. É que existem coisas novas neste mundo. Existe uma capacidade de crescimento que há muito tempo não crescia."
Também hoje, o ministro Guido Mantega (Fazenda) admitiu que há risco de os países emergentes serem afetados pela crise, mas ressaltou que o Brasil está a salvo. Segundo o ministro, a crise norte-americana não afetou o crescimento da economia nacional.
Mantega elogiou as medidas anunciadas ontem pelo governo dos Estados Unidos para regular o setor financeiro, e disse que sua expectativa é que a situação se torne positiva nos próximos dias. Mas advertiu que elas não resolverão a situação, pois já deveriam ter sido anunciadas há dez anos.
Indústria
O presidente confirmou que em 15 dias o governo deverá lançar o programa de política industrial. Sem detalhar as medidas, ele ressaltou que a idéia é definir projetos e não como solução de problemas.
"Dentro de 15 dias vamos poder estar anunciando a política industrial. Obviamente que um política industrial não vai resolver todos os problemas do Brasil. Na verdade nós estamos fazendo isso sem que haja um projeto delineado. Mas acho que isso será extremamente importante para o país", disse.

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