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Lula dá bronca pública em ministros por informações erradas do PAC

19 março 2008 - 16h06

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez nesta quarta-feira (19) uma forte reclamação sobre o tratamento dado por ministros ao acompanhamento do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

“Tenho um problema sério [em relação à divulgação] do PAC, que são informações precisas. “Se você falar com três pessoas em cada ministério, você terá três informações diferenciadas”, disse o presidente em evento em Brasília com servidores públicos que trabalham com o principal programa de infra-estrutura do governo.

Lula afirmou que o presidente não pode passar por mentiroso ao divulgar números errados do PAC. “Decidi que só vou citar número que vier por escrito e assinado pelo ministro. Porque eu quero dizer: 'Segundo o ministro dos Transportes, Minas e Energia, Casa Civil, Fazenda...’ Qualquer um pode passar por mentiroso, menos o presidente da República”, afirmou.

O presidente disse que nas reuniões de acompanhamento, ministros passam informações equivocadas sobre o estágio das obras. “Quem marca a minha agenda está cansado. Eu faço reunião com os ministros e peço: ‘Tem obra para visitar? Porque eu quero visitar as obras’. Daí eles dizem: ‘Está tudo pronto, presidente’. Eu falo: ‘Você vai falar com a agenda’. A agenda liga para o chefe de gabinete dele e diz: ‘Essa não está pronta, essa não está pronta, essa não está pronta’”, reclamou Lula.

As cobranças sobre o PAC sobraram até para os servidores da Caixa Econômica Federal. “Eu vou lá na Caixa para acompanhar por quantas mesas o processo passa. Se colocasse todo mundo numa mesa só, saía mais rápido. O cidadão pega o processo às quatro horas e, na hora de ir embora, vai embora. Ele volta a pegar o processo dois dias depois”, disse Lula referindo-se aos projetos de infra-estrutura que são avalizados pelo banco estatal.

No discurso, Lula voltou a elogiar o desempenho da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) como coordenadora do PAC. E, como usual, utilizou metáforas futebolísticas para fazer a comparação.

“Num ato bem pensado, disse que você era a mãe do PAC. É porque eu vejo o esforço que você e sua equipe fazem para coordenar isso. Sei quantas vezes vocês têm brigado com os seus companheiros ministros, sei o quanto você é obrigada a dizer 'não pode gastar tanto, só pode gastar isso'. Os companheiros precisam compreender. Às vezes, o capitão de um time é obrigado a xingar o jogador do próprio do time que não está suando a camisa direito”, afirmou.

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