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Lula critica contradições de empresários e descarta intervir no dólar

03 outubro 2005 - 14h18

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva descartou hoje intervir na cotação do dólar e nas decisões do Banco Central sobre juros e criticou empresários por suas críticas à política econômica e por suas contradições."Durante a campanha, eu fiz muito debate com os setores empresariais, aqui e no Brasil inteiro, e as coisas que os empresários mais reivindicavam para mim era que o Banco Central deveria ter autonomia. Agora as pessoas querem que eu determine a política de juros. Vocês cobraram de mim, durante dez anos, que o câmbio fosse flutuante, agora querem que eu determine o valor da moeda", afirmou Lula durante a cerimônia de abertura do 6º Seminário da Indústria Brasileira da Construção, na Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo).A afirmação de Lula acontece, entretanto, no mesmo dia em que o BC voltou a comprar dólares no mercado após quase dois meses sem atuar diretamente no câmbio. Hoje a ação do BC levou a moeda americana a subir até 0,89% na BM&F (Bolsa de Mercadorias & Futuros).Lula descartou uma mudança brusca na política econômica. "Alguém poderia dizer que o Brasil poderia estar crescendo mais, é verdade. Alguém poderia dizer que os juros poderiam ser mais baixos, é verdade, mas antes da gente fazer a crítica, vamos reparar o que está acontecendo na economia brasileira", afirmou."Essas coisas [a queda dos juros e um crescimento maior] vão acontecer na medida em que o mercado brasileiro, governo e sociedade civil comecem a perceber que a seriedade veio para ficar, que não terá medidas em função do ano eleitoral, que não terá medidas para ajudar o candidato a presidente ou o candidato a governador ou o candidato a deputado, que este país não vai jogar fora a oportunidade ímpar que ele tem", disse.Durante o discurso, Lula também elogiou o ministro Luiz Fernando Furlan (Desenvolvimento) pelo crescimento das exportações e previu que as vendas ao exterior cheguem a US$ 120 bilhões anuais "logo, logo". "Não peça para o dólar aumentar", disse o presidente ao ministro.EmpresáriosO presidente da Fiesp, Paulo Skaf, discordou das previsões otimistas de Lula e disse que a economia brasileira só vai crescer de forma sustentável quando o BC reduzir a taxa básica de juros (Selic), que atualmente está em 19,5% ao ano."Os juros no patamar que estão não só sangram o caixa do governo (...) como impedem o crescimento sustentável", afirmou Skaf.

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