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Lula busca PMDB e PP para recompor governo na crise

20 junho 2005 - 15h24

O tamanho da reforma ministerial dependerá do sucesso ou fracasso de um acordo com o PMDB e com o PP. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva estuda oferecer mais duas pastas aos peemedebistas, que já têm duas, e uma posição de primeiro escalão aos pepistas. Essas negociações se intensificarão a partir de hoje, quando está previsto o anúncio de Dilma Rousseff na Casa Civil.Convidada por Lula na quinta-feira para substituir o ministro demissionário José Dirceu, que defendeu a escolha dela em conversa com o presidente, a ministra das Minas e Energia aceitou, segundo apurou a Folha.Lula pretende conversar com os diversos grupos do PMDB até a quinta-feira. A ala governista, capitaneada pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (AL), e o senador José Sarney (AP), aguarda uma oferta do presidente para tentar um entendimento com o grupo oposicionista do partido.O próprio Lula pretende procurar os oposicionistas, chamando para conversa o presidente do PMDB, Michel Temer (SP), e alguns dos sete governadores, como Jarbas Vasconcellos (PE).Para tentar facilitar um entendimento, Lula deverá excluir a promessa de um compromisso do PMDB em torno de sua reeleição. Sua idéia é fazer uma proposta para aumentar canais de governabilidade no Congresso, onde o governo travará nos próximos meses duras batalhas a respeito das acusações de corrupção.Lula avalia que, se superar a crise política e se a economia estiver bem em 2006, terá muita chance de um entendimento com a maior parte do PMDB para as eleições de outubro de 2006.Em dobroA intenção de Lula é dobrar o atual espaço do PMDB. O partido já tem as pastas da Previdência, chefiada por Romero Jucá (RR), e das Comunicações, dirigida pelo deputado Eunício Oliveira (CE). Ambos são da ala governista.O presidente gostaria de dar um ministério ao grupo de Sarney, ao qual pertencem alguns pefelistas, e outro à ala oposicionista. Os governadores teriam influência sobre a eventual indicação de um ministro do grupo oposicionista.Esse entendimento não é nada fácil. Temer, um dos principais dirigentes do grupo oposicionista, diz que "as conversas internas caminham no sentido de não aumentar a participação do PMDB no governo". "É o que eu tenho ouvido dos governadores e dos dirigentes do partido", afirma. Já Renan diz que o partido "não faltará ao país e continuará a desempenhar um papel histórico pela governabilidade".Hoje, todas as alas peemedebistas estão unidas em torno da idéia de deixar em aberto a possibilidade de ter candidato a presidente em 2006. A unidade pára aí. Não há consenso sobre quem deva ser o candidato. Ou seja, o partido deverá marchar dividido para 2006.Se vingar a idéia de oferecer quatro pastas ao PMDB, Lula pretende incluir a das Minas e Energia na negociação. Sarney teria preferência nessa indicação.A situação de Jucá, que Renan gostaria de manter na Previdência, dependerá da evolução do inquérito ao qual ele responde no STF (Supremo Tribunal Federal). Lula tem dito que Jucá é bom operador. Já há previsão de redução do déficit da Previdência em R$ 10 bilhões até o final do ano, acima da meta de R$ 8 bilhões.O eventual sucesso do acerto com o PMDB servirá para Lula mexer em outras peças do ministério. Ele gostaria de tirar Olívio Dutra (Cidades) e Humberto Costa (Saúde). Nesse cenário, Ciro Gomes (Integração Nacional) iria para a Saúde ou a Previdência, se Jucá sair. Com mexidas amplas, Lula acomodaria o PMDB em quatro pastas, diminuiria a fatia petista no ministério e daria um posto de primeiro escalão ao PP do presidente da Câmara, Severino Cavalcanti (PE).Outro nome que voltou a aparecer nas especulações é o de Adib Jatene, ex-ministro e uma opção do presidente para a Saúde.Segundo auxiliares do presidente, Lula mantinha a dúvida sobre a conveniência de acabar com a pasta da Coordenação Política, hoje nas mãos de Aldo Rebelo (PC do B), que também deverá retornar à Câmara.Os petistas mais cotados para substituir Aldo se sua pasta for mantida são o ex-presidente da Câmara João Paulo Cunha (SP) e Jaques Wagner (Conselhão).

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